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Érika Hilton critica, mas terá 2,3 milhões de reais para campanha, mais do que Boulos em 2022

24 de Junho de 2026, 20:03 0 visualizações
Érika Hilton critica, mas terá 2,3 milhões de reais para campanha, mais do que Boulos em 2022

Depois de reclamar publicamente sobre a divisão financeira do PSOL para campanha eleitoral deste ano, a deputada Érika Hilton foi questionada internamente entre os integrantes do partido. Em uma postagem também aberta, o presidente da federação PSOL-Rede, Juliano Medeiros, que deve concorrer por uma vaga na Câmara dos Deputados, afirmou que a parlamentar paulista receberá 2,3 milhões de reais para o período eleitoral. O teto de gastos determinado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para cada candidato é de 3,1 milhões de reais.

“Erika Hilton receberá o maior valor entre os candidatos/as a deputado do PSOL em todo país. Ela cumpre um papel fundamental na disputa política do Brasil e será uma grande puxadora de votos (…) além de puxadora de votos, Erika é uma candidata com reeleição assegurada”, disse em trecho da publicação. O PSOL não terá mais em 2026 o maior puxador de votos de 2022: Guilherme Boulos, hoje ministro de Lula, que conquistou mais de um milhão de apoios na última eleição. Na ocasião, Erika Hilton obteve 256,9 mil votos — a segunda mais votada de São Paulo pelo partido. Segundo dados da Justiça Eleitoral, Boulos recebeu 1,4 milhão do diretório nacional do PSOL.

Em publicação nas redes sociais, na terça-feira, 23, a parlamentar afirmou que decidiu permanecer na legenda para ajudar o partido a superar a cláusula de barreira e ampliar a bancada de esquerda no Congresso, mas alegou que os compromissos firmados com sua corrente política não estão sendo respeitados.“Está rasgando nossos combinados e praticamente nos inviabilizando”, escreveu a parlamentar, que respondeu aos apoiadores nos comentários da publicação que a postura do PSOL é “escandalosa”.

Erika também questionou os critérios adotados pela direção partidária para a distribuição de recursos eleitorais. Sem citar valores, a deputada afirmou que Juliano Medeiros teria prioridade equivalente à sua na divisão dos recursos, enquanto a ex-deputada gaúcha Manuela D’Ávila, recém-filiada ao partido e pré-candidata ao Senado pelo Rio Grande do Sul, tinha previsão de receber mais que o dobro do que ela. A parlamentar associou a decisão ao que chamou de “privilégio branco e cis” dentro da estrutura partidária e criticou o fim de mecanismos internos que, segundo ela, garantiam critérios de distribuição levando em conta gênero, raça e pessoas com deficiência.

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