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Estados Unidos e Irã se contradizem sobre fechamento do estreito de Hormuz

12 de Julho de 2026, 15:22 4 visualizações
Estados Unidos e Irã se contradizem sobre fechamento do estreito de Hormuz

As autoridades iranianas dizem ter fechado o estreito de Hormuz neste sábado, 11, após disparar contra duas embarcações que estariam tentando navegar sobre uma rota não autorizada. O governo de Donald Trump, porém, nega que o país árabe tenha controle sobre o canal.

Teerã diz que as embarcações atacadas colocavam em risco a segurança marítima e que outros navios também ignoraram alertas para a correção de curso. O comunicado estatal diz que a navegação está suspensa até que cesse a “interferência dos Estados Unidos na região”.

O comando militar americano, por sua vez, publicou o seguinte pronunciamento na rede X, antigo Twitter: “O Estreito de Ormuz está aberto a todos os navios que buscam transitá-lo legalmente. As forças dos EUA estão posicionadas e preparadas para garantir que a liberdade de navegação permaneça disponível, apesar da agressão iraniana injustificada, assédio, ameaças e declarações arbitrárias. O Irã não controla o estreito. O tráfego está fluindo”.

Pouco após a troca de versões, Donald Trump concedeu entrevista ao programa Meet the Press e foi além do comunicado militar, alegando que a liderança iraniana chegou a fechar um acordo de paz também no sábado: “Acordo perfeito para nós, sem armas nucleares. Eles abriram mão de tudo. E depois disso, saíram da sala e, em menos de uma hora, lançaram um drone contra um navio. Eles são pessoas ruins e doentes”.

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Os Estados Unidos também realizaram ofensiva após o suposto acordo e os ataques do Irã às embarcações. Na noite de sábado, o exército americano atingiu 140 alvos, entre eles bases de mísseis e drones, instalações navais, depósitos de munição, redes de comunicação e postos de vigilância costeira.

Segundo a imprensa iraniana, bombardeios ocorreram nas cidades de Bandar Abbas, Sirik e Jask, na ilha de Qeshm e na província do Khuzistão, fronteira com o Iraque. Não houve relato de vítimas.

 

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