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Estudo: Rio Tietê não tem trecho livre de poulição

25 de Junho de 2026, 21:15 1 visualizações
Estudo: Rio Tietê não tem trecho livre de poulição

Um estudo inédito da Fundação SOS Mata Atlântica revelou que o Rio Tietê está totalmente contaminado de sua nascente, em Salesópolis, até a foz no Rio Paraná, na divisa de Mato Grosso do Sul. Foram analisados os 1100 quilômetros do curso d’água, onde foram localizados vestígios de resíduos humanos. Análises laboratoriais identificaram microplásticos em 100% das amostras, além da presença constante de cafeína, metais pesados, 25 tipos de agrotóxicos e medicamentos, evidenciando falhas crônicas no saneamento e impacto da poluição difusa. As coletas foram realizadas em 14 pontos, em junho do ano passado. 

Até em Salesópolis, onde a água é considerada boa, foram identificados microplásticos. Isso quer dizer que a poluição vai muito além dos centros urbanos. “Sempre se tem a ideia de que só esgoto é o problema do nosso rio, e esse estudo mostra que é muito mais complexo que isso”, disse Gustavo Veronesi, coordenador da causa Água Limpa da Fundação SOS Mata Atlântica, a Agência Brasil. Nos trechos do Médio e Baixo Tietê, os resultados indicam maior influência agrícola, associada ao cultivo de cana-de-açúcar, soja e citros. As análises apontaram também metais acima dos limites legais, como o cobre – associado a fungicidas agrícolas, descargas industriais e corrosão de tubulações.

Até a década de 1940, o Rio Tietê era usado como área de lazer pelos paulistanos. Ali havia competições de natação e esportes náuticos, além de locais parao piquenique das famílias. A poluição começou a se acentuar na década de 1950. Mas os esforços de despoluição dos rios de São Paulo, como o Tietê e o Pinheiros, começaram simultaneamente em 1992, com o lançamento do Projeto Tietê, impulsionado por campanhas da sociedade civil. Não deu resultado. Neste ano, o governo do Estado de São Paulo anunciou um novo aporte, de 23 bilhões de reais, para a despoluição até 2029. 

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