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EUA dizem que Pix restringe empresas americanas e justificam tarifa de 25% ao Brasil

16 de Julho de 2026, 13:44 3 visualizações
EUA dizem que Pix restringe empresas americanas e justificam tarifa de 25% ao Brasil

Os Estados Unidos afirmaram nesta quinta-feira, 16, que o Pix recebe tratamento favorecido no Brasil e que isso acaba restringindo a atuação de empresas americanas no mercado de pagamentos. A avaliação foi apresentada por um alto funcionário da Casa Branca ao detalhar a decisão do governo de Donald Trump de impor uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros.

Segundo o integrante do governo americano, que falou sob condição de anonimato seguindo as regras da Casa Branca para esse tipo de briefing, os EUA não defendem o fim do sistema brasileiro de pagamentos instantâneos, mas questionam o que consideram uma vantagem competitiva decorrente de sua operação pelo Banco Central.

“Não estamos pedindo ao Brasil para se livrar do Pix, sabemos que é importante para o Brasil, e está tudo bem. O que não queremos é uma situação em que empresas americanas são forçadas a anunciar o Pix ou são restringidas pelo Pix, e o Pix receba tratamento especial”, afirmou.

O funcionário acrescentou que a preocupação do governo americano é garantir condições de concorrência equivalentes entre o Pix e empresas privadas do setor de pagamentos.

“A propriedade e a operação do Pix são do governo. Queremos que o Pix concorra com as empresas americanas na mesma base local. Todas as coisas que estamos pedindo não são surpreendentes”, disse.

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As declarações foram feitas durante uma conversa com jornalistas para explicar os motivos da sobretaxa de 25% anunciada pelos Estados Unidos. A medida passa a valer em 22 de julho e é resultado da investigação conduzida pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR), com base na Seção 301 da legislação comercial americana.

Além do Pix, a investigação avaliou outros temas apontados pelos Estados Unidos como possíveis práticas comerciais desleais, entre eles o desmatamento ilegal, o acesso de produtos americanos ao mercado brasileiro e questões envolvendo o mercado de etanol.

Em nota, o representante comercial dos Estados Unidos, Jamieson Greer, afirmou que a decisão faz parte da política econômica do governo Trump.

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“A proteção dos interesses econômicos dos Estados Unidos contra práticas comerciais desleais é a base das políticas America First do presidente Donald Trump. As práticas comerciais desleais do Brasil têm impedido que trabalhadores e produtores dos EUA tenham acesso a esse importante mercado de mais de 210 milhões de consumidores”, disse.

Apesar da tarifa de 25%, os Estados Unidos divulgaram uma lista de 864 exceções, que inclui produtos como carne, café, suco de laranja, terras raras e componentes destinados à indústria aeronáutica.

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