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‘Factoide infantil’ e ‘sabotagem’, diz vice de Renan Santos sobre filiação de Flávio ao Missão

20 de Agosto de 2026, 16:40 1 visualizações
‘Factoide infantil’ e ‘sabotagem’, diz vice de Renan Santos sobre filiação de Flávio ao Missão

Vice-candidato na chapa de Renan Santos (Missão) à Presidência da República, Aroldo Medina (Missão) classificou como “factoides infantis” e “sabotagem” o imbróglio envolvendo a filiação de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao Missão na última semana. (Relembre abaixo)

Em entrevista ao programa Ponto de Vista, de VEJA, nesta quinta-feira, 20, Medina afirmou que o episódio foi uma forma de “desviar a atenção” de problemas mais sérios e defendeu a apuração do caso pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

“Esses factoides infantis, como aconteceu, seja lá de onde veio, e tudo indica que é mais uma sabotagem para a candidatura muito séria do Renan Santos (…) Essa sabotagem, essa infantilidade, ela tem que ser apurada. O sujeito tem que ser responsabilizado exemplarmente”, disse.

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O caso veio à tona na última semana, quando a campanha de Flávio informou que o senador tinha sido impedido de registrar a sua candidatura à Presidência pelo PL no sistema da Justiça Eleitoral. Auxiliares do presidenciável divulgaram uma certidão de filiação partidária da Justiça Eleitoral mostrando que Flávio havia sido desfiliado do PL na quarta-feira, 12, e, no mesmo dia, sido filiado ao Missão. Isso acabou impedindo o registro da candidatura do senador, que acabou acionando o TSE para pedir o cancelamento da filiação ao Missão e o “retorno” ao PL — o que foi concedido pelo ministro Kassio Nunes Marques.

O presidenciável Renan Santos negou qualquer atuação por parte do seu partido, questionou o fato da filiação “fraudulenta” ter acontecido um dia antes do prazo limite para o registro de candidaturas e classificou o episódio como “maracutaia” do entorno de Flávio. Santos também acionou o TSE por falsidade ideológica e fraude.

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A Corte sinalizou que a filiação de Flávio Bolsonaro ao Missão não foi resultado de um ataque hacker ao sistema da Justiça Eleitoral, mas, aparentemente, do “uso indevido” de ferramentas disponibilizadas aos próprios partidos para o registro de filiados e candidatos. A Polícia Federal instaurou inquérito e apura o caso.

Pablo Marçal e ‘pedregulho’

Além do caso envolvendo a filiação supostamente fraudulenta de Flávio Bolsonaro ao Missão, Aroldo Medina também criticou o que classificou de “candidatura fake” de Pablo Marçal (PRTB) à Presidência.

Nesta quinta, 20, o TSE impediu que o empresário participe de debates, do horário eleitoral e que utilize o fundo eleitoral. A medida tem caráter cautelar até que a Corte analise se Marçal pode ser candidato nas eleições deste ano — ele está inelegível  por condenações relacionadas à eleição municipal de São Paulo de 2024. No sábado, 15, limite do prazo, o PRTB já havia protocolado um pedido de registro da candidatura de Marçal ao Planalto após uma decisão da Justiça Eleitoral que autorizou sua filiação ao partido.

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“(…) Essa candidatura fake do Pablo Marçal também. Todo mundo sabe que o TSE não vai homologar o registro. Aí entra com um pedregulho expressivo no caminho do Renan para desviar a atenção para uma discussão séria”, disse Medina ao Ponto de Vista.

O Datafolha anunciou que vai testar pela primeira vez em uma pesquisa eleitoral para a Presidência de 2026 o cenário com Pablo Marçal entre os candidatos. O levantamento, registrado no TSE, terá perguntas sobre intenção de voto espontânea e estimulada, rejeição, cenários de segundo turno e avaliação do governo Lula. A divulgação está prevista para 21 de agosto.

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