Fama mundial na Copa expõe distância entre Vozinha e outros goleiros
A Copa do Mundo costuma transformar jogadores desconhecidos em personagens globais. Em 2026, um dos maiores exemplos é Vozinha. Aos 40 anos, o goleiro de Cabo Verde ganhou projeção internacional após segurar a poderosa Espanha em um empate histórico sem gols e ser eleito o melhor jogador da partida. O desempenho fez sua popularidade explodir: o arqueiro saltou de cerca de 50 mil para mais de 13 milhões de seguidores no Instagram em poucos dias.
Antes do Mundial, porém, a realidade era bem diferente. Até recentemente, Vozinha defendia o GD Chaves, clube da segunda divisão de Portugal, e recebia cerca de 8,4 mil euros mensais (aproximadamente 50 mil reais), valor quase cem vezes menor que o salário de Alisson Beccker, 33, goleiro do Brasil — o país que abraçou o arqueiro após a estreia no Mundial.
Titular da seleção em Copas desde 2018 e referência do Liverpool FC, Alisson está entre os goleiros mais bem pagos do mundo, com vencimentos estimados em 9,3 milhões de euros por ano, cerca de 59 milhões de reais. O valor é próximo do recebido pelo goleiro da Espanha, Unai Simón, 29, que recebe um salário anual de cerca de 8,3 milhões de euros (49 milhões de reais) no Athletic Club.
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A diferença também aparece no valor de mercado. Segundo dados do Transfermarkt, Vozinha era avaliado em cerca de 50 mil euros (aproximadamente 300 mil reais), uma cifra distante dos principais nomes do torneio. Alisson, por exemplo, aparece avaliado em 15 milhões de euros (cerca de 88,7 milhões de reais).
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Nascido em Cabo Verde, Josimar José Évora Dias, nome de batismo de Vozinha, construiu uma carreira longe dos grandes centros do futebol europeu. Passou por clubes de países como Cabo Verde, Angola, Moldávia, Portugal, Chipre e Eslováquia antes de viver o momento de maior visibilidade da trajetória.
Agora, depois de virar símbolo da histórica participação cabo-verdiana na Copa, o goleiro volta ao campo neste domingo, 21, às 19h30, para enfrentar o Uruguai. A missão será repetir a atuação que o colocou no centro das atenções e parar um dos ataques tradicionais do futebol mundial.