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Fifa ouve o monitor antirracista quando quer

28 de Junho de 2026, 22:00 0 visualizações
Fifa ouve o monitor antirracista quando quer

Shaun Evans voltou a trabalhar na cabine do VAR da Copa do Mundo no último domingo, 21, em Nova Zelândia x Egito, uma semana depois de virar alvo de investigação por um gesto associado à supremacia branca antes de Alemanha x Curaçao. O caso parecia uma chance para a Fifa mostrar a força de seu sistema antidiscriminação. Mostrou outra coisa: o alerta existe, mas quem decide é a própria entidade.

O australiano foi escalado após ser liberado pelo comitê disciplinar independente da Fifa, que não viu violação ao código da entidade. Evans negou a intenção de transmitir qualquer mensagem e afirmou que o gesto foi “um tique involuntário”. A Fare, entidade parceira da Fifa e da Uefa no combate à discriminação, havia pedido que ele não tivesse mais função na Copa. Não foi atendida.

No Catar, em 2022, Equador, México e Sérvia foram punidos por cantos discriminatórios de suas torcidas, com multas e fechamento total ou parcial de estádio. Em 2016, a Croácia recebeu uma das punições mais duras: dois jogos das Eliminatórias da Copa sem torcida, além de multa de 150 mil francos suíços. Mais recentemente, México e Sérvia voltaram a sofrer sanções por comportamento discriminatório de torcedores.

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