Flávio Bolsonaro vai aos EUA falar em audiência pública sobre tarifaço
03 de Julho de 2026, 12:36
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O senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) Wilton Junior/Estadão Conteúdo O senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) participa na próxima terça-feira (7) de uma audiência pública em Washington, nos Estados Unidos, para tratar das tarifas impostas pelos EUA ao Brasil. A participação de Flávio está confirmada em documento do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), que promove o evento. O presidenciável tenta se colocar como interlocutor do presidente americano, Donald Trump, e compõe um painel marcado para as 10h (horário local) de terça-feira. Flávio dividirá a mesa com Roberto Azevedo, representante da Confederação Nacional da Indústria (CNI), e com integrantes dos setores de calçados do Brasil e dos EUA. A audiência pública trata da investigação da "Seção 301", que apura políticas e práticas brasileiras relacionadas ao comércio digital, serviços de pagamento eletrônico - em especial o Pix, tarifas preferenciais, aplicação de leis anticorrupção, proteção de propriedade intelectual, acesso ao mercado de etanol e desmatamento ilegal. Flávio cumpre agenda nesta sexta-feira (3) no Rio de Janeiro, onde participa pela manhã do Seminário Nacional de Comunicação do PL. Estava previsto que ele estivesse, à noite, na festa de São João de Campina Grande, na Paraíba, mas, pela manhã, o compromisso foi cancelado. Em Washington, o USTR marcou as audiências públicas para os dias 6 e 7 de junho, na sede da Comissão de Comércio Internacional dos Estados Unidos. Agora no g1 Estão inscritos para falar no evento representantes brasileiros de setores econômicos como siderurgia, agronegócio, energia, mineração, papel e indústria. Na agenda do encontro aparece ainda o nome do bolsonarista Paulo Figueiredo, que disse, na semana passada, que "mulher vota mal para caralho". No Twitter, Figueiredo disse que a afirmação é "estatisticamente indiscutível" e se deve ao avanço da "ideologia demoníaca feminista". O teor da fala fez com que Flávio viesse a público dizer que discorda do aliado. Flávio Bolsonaro enfrenta dificuldade para crescer eleitoralmente entre as mulheres, mostram as recentes pesquisas de intenção de voto. Paulo Figueiredo estava ao lado de Flávio e Eduardo Bolsonaro (PL), deputado federal cassado, em reunião com Trump no Salão Oval, em maio. Flávio Bolsonaro, Eduardo Bolsonaro e Paulo Figueiredo com Donald Trump Reprodução/Instagram Figueiredo é neto do ex-presidente da ditadura militar João Figueiredo e mora nos Estados Unidos. Ele é investigado pelo Supremo Tribunal Federal no inquérito que apura a atuação de Eduardo Bolsonaro (PL-SP) contra interesses do Brasil nos Estados Unidos. Em 2025, Figueiredo atuou ao lado de Eduardo Bolsonaro para influenciar o governo de Donald Trump a punir o ministro Alexandre de Moraes com a Lei Magnitsky e a impor tarifas ao Brasil. Ele é investigado por coação, obstrução de investigação e tentativa de abolição violenta ao Estado Democrático de Direito.
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