Fuzil AR-15, espingarda calibre 12 e pistola: o novo arsenal de Eduardo Bolsonaro nos EUA
O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) postou vídeo nas redes sociais nesta terça-feira, 11, comprando três armas em uma loja do Texas. Ele vive no estado americano desde que deixou o Brasil, em março do ano passado, em meio às investigações sobre tentativa de golpe de Estado envolvendo seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, e aliados. “Isso aqui é liberdade, é autodefesa”, afirmou.
No vídeo, é possível ver que o ex-deputado adquiriu um fuzil de plataforma AR-15 da Daniel Defense para caça, uma espingarda calibre 12 semiautomática da italiana Daniel Defense e uma pistola Glock, que ele diz ser a sua favorita desde que era escrivão da Polícia Federal – ele está afastado do cargo e teve um processo de demissão iniciado pelo órgão.
“Acabei de comprar não uma, mas três armas, o que no Brasil seria impossível, porque é tudo restrito, muitas restrições, fora os exames que são necessários para você conseguir ter direito a comprar uma arma dessa. Fora o tempo que você demora para ter. Fora o preço, porque no Brasil arma é coisa para gente muito rica, por causa dos impostos”, disse.
https://x.com/BolsonaroSP/status/2086838735753085349?s=20
Eduardo classificou os Estados Unidos como “terra da liberdade” e citou a Constituição do país. “Desde o final do século 18, aqui nos EUA existe a chamada Segunda Emenda, que garante, não só o direito de portar as armas, mas, como está escrito lá, formar milícias para derrubar ditadores que não respeitam os direitos do povo”, disse. O texto citado pelo ex-deputado diz que “Sendo necessária uma milícia bem regulamentada para a segurança de um Estado livre, o direito do povo de possuir e portar armas não poderá ser infringido”.
O ex-deputado ainda comparou as taxas de homicídio no Texas (5 mortes para cada 100. 000 habitantes) e no Brasil (20 por 100. 000) e finalizou: “Temos que trazer isso para o Brasil também”.
Condenado à prisão
No Brasil, além das restrições maiores para a compra de armas, Eduardo Bolsonaro não poderia ter esse direito porque ele foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal em junho último a quatro anos e dois meses de prisão em regime semiaberto pelo crime de coação no curso do processo – a ação foi instaurada em razão da campanha que ele moveu, a partir dos EUA, contra o julgamento de seu pai por tentativa de golpe de Estado.