Início / G7 pede cessar-fogo imediato no Líbano, mas não …

G7 pede cessar-fogo imediato no Líbano, mas não cita ataques de Israel em carta conjunta

17 de Junho de 2026, 14:26 0 visualizações
G7 pede cessar-fogo imediato no Líbano, mas não cita ataques de Israel em carta conjunta

Líderes do G7, o grupo das sete economias mais industrializadas do mundo, pediram em carta conjunta nesta quarta-feira, 17, um cessar-fogo no Líbano, em meio a um acordo de paz entre Estados Unidos e Irã que tem, entre as condições iranianas, a cessação de hostilidades em todas as frentes. O texto, no entanto, não cita Israel, que trava uma guerra em solo libanês contra a milícia radical Hezbollah.

“No Líbano, apoiamos, por meio de um cessar-fogo imediato e robusto, os esforços da liderança libanesa para alcançar o desarmamento do Hezbollah e o fim do monopólio de armas, e para proteger a integridade territorial e a soberania do Líbano com as garantias de segurança internacional adequadas”, diz o texto.

+ Irã alerta para ‘resposta dura’ após ataques israelenses no Líbano, às vésperas de assinatura de acordo

Apesar de ter iniciado a guerra ao Irã ao lado dos Estados Unidos no final de fevereiro, Israel foi excluído das negociações mediadas pelo Paquistão sobre o acordo de paz – e muitos políticos e cidadãos israelenses querem que as forças militares sigam com as operações no Líbano, uma frente à parte do conflito, para enfraquecer ainda mais o Hezbollah, milícia xiita apoiada pelo regime dos aiatolás.

Segundo Teerã, que vincula o seu acordo com os EUA ao cessar-fogo no Líbano, Israel já teria violado a trégua dezenas de vezes. O comandante do quartel-general central Khatam al-Anbiya, principal estrutura operacional das Forças Armadas iranianas, afirmou que Israel será responsabilizado caso mantenha as ofensivas no sul do Líbano.

As declarações do comando iraniano coincidem com sinais de que Israel não pretende reduzir sua presença militar na região.

Continua após a publicidade

O porta-voz das Nações Unidas, Stephane Dujarric, disse que o número de projéteis disparados entre as forças israelenses e o Líbano caiu para 174 no domingo – quando o acordo entre EUA e Irã foi anunciado – em comparação com 705 no domingo anterior. Destes, 169 foram atribuídos a Israel e cinco ao Hezbollah, afirmou ele.

Nesta quarta, ataques aéreos israelenses continuaram a atingir cidades do sul do Líbano. Drones israelenses realizaram três ataques em Tiro, que resultaram em feridos, enquanto um drone também atingiu o distrito de Bint Jbeil, em Nabatieh, informou a Agência Nacional de Notícias do Líbano. Um dia antes, ataques israelenses mataram pelo menos quatro pessoas em Nabatieh, incluindo vítimas de ataques com drones contra vários veículos.

+ Israel diz que continuará no Líbano apesar de acordo entre EUA e Irã

Na segunda-feira, 15, o ministro da Defesa israelense, Israel Katz, afirmou que as Forças de Defesa de Israel (IDF) permanecerão no Líbano, na Síria e na Faixa de Gaza por tempo indeterminado. Nos últimos dois anos e meio, Israel assumiu o controle de áreas em Gaza, Líbano e Síria, totalizando 1.000 quilômetros quadrados – quase do tamanho da cidade de Nova York.

Continua após a publicidade

“As IDF permanecerão nas zonas de segurança no Líbano, na Síria e em Gaza para defender a fronteira e as comunidades israelenses contra elementos jihadistas”, disse o ministro, segundo o jornal Haaretz.

O ministro Katz também ameaçou que, se Teerã atacar Israel em resposta à sua ofensiva em território libanês, suas forças responderão com “grande força”.

Pelo menos 3.711 libaneses foram mortos em bombardeios, segundo o Ministério da Saúde do país, ao longo dos combates que continuam apesar de um cessar-fogo local. A batalha começou em 2 de março, pouco após os ataques iniciais contra o Irã, quando o Hezbollah disparou foguetes contra o norte de Israel em retaliação pelo assassinato do então líder supremo iraniano, Ali Khamenei.

A ofensiva israelense em solo libanês também levou à destruição generalizada de infraestruturas no sul do Líbano e provocou uma crise de refugiados, na qual mais de 1 milhão de pessoas foram forçadas a fugir de suas casas mediante ordens de retirada em massa, muitas vezes emitidas com pouco ou nenhum aviso prévio.

Publicidade

Veja Também

Comentários (0)

Seja o primeiro a comentar.

Deixe seu Comentário

Os comentários passam por moderação antes de serem publicados.