Governo da Inglaterra responde a pedido de técnico para liberar alunos em dia de jogo
A classificação da Inglaterra às oitavas de final da Copa do Mundo de 2026 levou o técnico Thomas Tuchel a incentivar que crianças faltem à aula para assistir à seleção. Como o duelo contra o México será disputado durante a madrugada de segunda-feira (6) no Reino Unido, o treinador pediu aos pais que liberem os filhos da escola e apelou por compreensão das autoridades britânicas.
O confronto está marcado para 1h da manhã no horário local e terminará, no mínimo, às 3h, caso seja decidido no tempo regulamentar. Se houver prorrogação e disputa por pênaltis, o encerramento será ainda mais tarde.
Para Tuchel, a Copa do Mundo é um evento raro demais para que as crianças percam a oportunidade de assistir ao jogo. O treinador afirmou que elas ainda terão muitos dias de escola pela frente, enquanto o Mundial acontece apenas a cada quatro anos, e disse esperar o apoio de toda a população, especialmente dos torcedores mais jovens.
A sugestão, porém, não agradou ao governo. O primeiro-ministro Keir Starmer afirmou que cabe aos pais decidir se os filhos vão acompanhar a partida durante a madrugada, mas reforçou que as crianças devem comparecer às aulas normalmente na segunda-feira.
Em entrevista ao The Guardian, a ministra da Educação, Jacqui Smith, sugeriu que os torcedores façam um cochilo no domingo à noite para conseguir assistir ao jogo e ainda acordar dispostos para o início da semana.
Se, por um lado, o governo britânico rejeitou a ideia de liberar crianças da escola, por outro flexibilizou as regras para os adultos. Pubs e bares em toda a Inglaterra foram autorizados a funcionar até as 5h da manhã de segunda-feira, sem a necessidade de licenças especiais para vender bebidas alcoólicas fora do horário habitual, permitindo que os torcedores acompanhem a partida contra o México até o fim.
Muitos pais parecem dispostos a aproveitar a medida. Aplicativos para contratação de babás e cuidadoras registraram aumento nas reservas para a manhã de segunda-feira, indicando que diversas famílias pretendem apoiar a seleção até o apito final, como pediu Tuchel, ainda que sem a presença das crianças.