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Governo Trump diz que acordo com Irã sobre Estreito de Ormuz sai até esta quarta-feira

04 de Agosto de 2026, 15:28 3 visualizações
Governo Trump diz que acordo com Irã sobre Estreito de Ormuz sai até esta quarta-feira

O governo dos Estados Unidos afirmou, nesta terça-feira, 4, que deve chegar a um acordo em breve para reabrir o Estreito de Ormuz, a estratégica rota marítima no centro das tensões com o Irã. Ecoando comentários do presidente Donald Trump, o secretário do Tesouro americano, Scott Bessent, afirmou que Washington e Teerã devem firmar o pacto antes desta quarta-feira, 5.

“Estamos em negociações com os iranianos e acredito que existe a possibilidade de chegarmos hoje ou amanhã a um acordo para abrir o estreito e avançar para uma posição mais normalizada neste conflito”, disse Bessent em entrevista à CNBC.

Questionado se um acordo permitiria ao Irã cobrar pedágio de navios, ele respondeu apenas: “Acho que haveria liberdade de circulação”.

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O Catar, que media as negociações juntamente com Paquistão e Omã, declarou que os esforços para encontrar uma “solução de curto prazo que permita a retomada do diálogo” estão “em andamento”, segundo o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Majed al-Ansari.

Trump insistiu na segunda-feira que as negociações já estavam ocorrendo, embora a república islâmica tenha negado haver qualquer diálogo.

“Esta é a última chance deles de assinarem um bom documento”, disse o presidente americano a repórteres na Casa Branca.

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‘Última chance’

O Estreito de Ormuz, estratégica rota marítima por onde passa um quinto do petróleo e gás consumidos no planeta, é um dos principais obstáculos nos esforços para encerrar o conflito. Após ser atacado por Estados Unidos e Israel, o Irã fechou o estreito em retaliação e passou a abrir fogo contra navios mercantes que tentam atravessar a via sem autorização.

Na semana passada, Trump havia ameaçado bombardear o território iraniano “com força” caso as negociações fossem retomadas, mas abruptamente recuou e garantiu, no domingo, que as tratativas recomeçariam nesta semana. Na segunda-feira, ele disse que Ormuz poderá ser reaberto “literalmente até amanhã” e reiterou que esta é a “última chance” de Teerã assinar um “bom acordo”.

Após o anúncio de Bessent nesta terça, a expectativa da reabertura do estreito provocou uma queda nos preços do petróleo. Por volta das 10h35 (horário de Brasília), o barril de Brent, referência internacional, caía 4,25%, a US$ 80,21.

Teerã, porém, sustenta que não negocia com os Washington sobre Ormuz, mas sim com Omã, nação com quem compartilha a gestão do estreito.

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“Neste momento, não estamos negociando com os Estados Unidos. Estamos negociando com Omã para garantir a passagem segura pelo Estreito de Ormuz”, declarou o porta-voz diplomático iraniano, Esmaeil Baqaei, que anteriormente havia anunciado estar perto de um acordo com o país vizinho.

O imbróglio de Ormuz

O estreito foi reaberto por alguns dias após a assinatura de memorando de entendimento, em junho, entre Washington e Teerã, que permitiu a saída de vários navios bloqueados durante meses e a gradual normalização do trânsito marítimo. Mas o Irã voltou a endurecer sua posição com o bloqueio do estreito após a retomada dos ataques americanos.

Antes da guerra, a passagem pelo estreito era livre, mas agora Teerã insiste em manter o controle e cobrar pedágios, algo que o governo dos Estados Unidos rejeita. O cessar-fogo veio abaixo justamente quando a Guarda Revolucionária Islâmica, exército ideológico da república dos aiatolás, passou a disparar contra embarcações que trafegavam pela chamada “rota de Omã”, mais distante da costa iraniana e não aprovada pelas autoridades do regime.

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Trump, no entanto, afirmou na segunda-feira que o estreito estava “totalmente controlado” pela Marinha americana e advertiu que o bloqueio imposto aos portos iranianos só será suspenso em caso de “acordo” ou de uma “rendição total”.

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De acordo com o presidente americano, a reabertura da estratégica rota marítima seria a primeira etapa de um processo que desaguaria na desnuclearização iraniana, — uma etapa que, segundo ele, demandaria mais tempo. O programa iraniano de enriquecimento de urânio, não custa lembrar, encabeçava o rol de justificativas de Estados Unidos e Irã para abrir sua incursão, embora o regime dos aiatolás insista que seu programa é exclusivamente de natureza civil e jamais foi projetado para fabricar bombas.

Enquanto isso, os rebeldes hutis iemenitas anunciaram um ataque a um aeroporto da Arábia Saudita nesta terça-feira. O grupo armado pró-Irã, que controla amplas áreas no Iêmen, já havia bloqueado a passagem de navios sauditas pelo Mar Vermelho, que servia como rota alternativa para o petróleo do maior exportador do planeta.

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