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Hospital onde autista ficou por 1 ano ajudará na transição para abrigo

30 de Junho de 2026, 05:15 0 visualizações

O Hospital Municipal do Jardim Ingá detalhou a transferência da menina autista nível 3 Isabela*, de 16 anos, que iniciará sua transição para casa de passagem localizada em Luziânia (GO), no Entorno do Distrito Federal.

Isabela* iniciou seu processo de transição para uma casa de passagem no município de Luziânia. Durante aproximadamente um mês, ela realizará, três vezes por semana, visitas assistidas, das 10h às 16h, acompanhada pela equipe técnica, especialmente pela Assistência Social, garantindo que essa mudança ocorra de forma segura, planejada e respeitando suas necessidades.

“Essa etapa ocorre de forma planejada, gradual e supervisionada pela equipe técnica, especialmente pelo Serviço Social, por meio de visitas assistidas, garantindo a continuidade do cuidado, a adaptação ao novo ambiente e a preservação de sua estabilidade clínica”, informou o hospital.

O tratamento feito na unidade hospitalar do Jardim voltado para o  diagnóstico de autismo associado à esquizofrenia foi realizado durante quase 1 ano. A jovem seguirá sob tutela do Estado de Goiás.

Isabela passou por um Projeto Terapêutico Singular (PTS), elaborado e conduzido por equipe multiprofissional composta por psiquiatra, psicólogo, assistente social, enfermeiros, técnicos de enfermagem e médicos clínicos, com foco na estabilização clínica, reabilitação psicossocial e fortalecimento gradual da autonomia da paciente.

Todo o processo é desenvolvido de forma integrada entre o Hospital Municipal de Jardim Ingá, a Secretaria Municipal de Saúde e a Secretaria Municipal de Assistência Social.

O início da transição para um novo lar acontece após evolução do quadro de saúde mental da jovem, que reagiu bem ao tratamento. “À medida que houve evolução clínica e fortalecimento da relação terapêutica, as interações foram ampliadas gradualmente, possibilitando sua adaptação ao convívio com toda a equipe multiprofissional, inclusive com profissionais do sexo masculino, de maneira segura, respeitosa e clinicamente satisfatória”, explicou o hospital.


Entenda o caso

  • Isabela* morava com a avó, em São Paulo. A idosa é quem cuidava da garota, mas uma fatalidade virou a vida da adolescente de cabeça para baixo;
  • A familiar morreu e, desamparada, a menina foi levada de São Paulo para um abrigo em Luziânia. Depois acabou ficando um período em Goiânia e retornou a Luziânia, onde ficou um mês na unidade do Centro de Atenção Psicossocial (Caps) do município;
  • Sem estrutura ideal para manter pacientes, o Caps transferiu a menina para o Hospital Municipal do Jardim Ingá;
  • A genitora de Isabela* entregou a guarda da menina ao Conselho Tutelar de Luziânia;
  • Um leito da enfermaria do Hospital do Jardim Ingá, que costuma receber quatro pacientes, precisou ser personalizado para receber somente Isabela* e se tornar a casa da jovem durante a internação psiquiátrica.

Abandono

Isabela* foi abandonada pela mãe e chegou ao hospital de Luziânia em julho de 2025 após o falecimento da avó, que era responsável pelos cuidados da jovem.

A unidade do Jardim Ingá foi escolhida pela Secretaria de Saúde do município para iniciar o tratamento da adolescente que apresentava comportamento agressivo.

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A menina passou a morar no hospital após o falecimento da avó, que era responsável pelos cuidados
Durante o período, ela ficou internada em um leito e acompanhada pela Vara e pelo Conselho Tutelar
Nos últimos meses, a jovem passou a ser inserida em uma unidade de acolhimento
Após passar quase um ano no hospital, ela será encaminhada para um abrigo
A expectativa é que no próximo mês ela já esteja no novo lar
O diretor do hospital, Fernando Neves passeando com a jovem
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O diretor do hospital, Fernando Neves passeando com a jovem

KEBEC NOGUEIRA/METRÓPOLES @kebecfotografo
A menina passou a morar no hospital após o falecimento da avó, que era responsável pelos cuidados
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A menina passou a morar no hospital após o falecimento da avó, que era responsável pelos cuidados

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Durante o período, ela ficou internada em um leito e acompanhada pela Vara e pelo Conselho Tutelar
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Durante o período, ela ficou internada em um leito e acompanhada pela Vara e pelo Conselho Tutelar

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Nos últimos meses, a jovem passou a ser inserida em uma unidade de acolhimento
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Nos últimos meses, a jovem passou a ser inserida em uma unidade de acolhimento

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Após passar quase um ano no hospital, ela será encaminhada para um abrigo
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Após passar quase um ano no hospital, ela será encaminhada para um abrigo

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A expectativa é que no próximo mês ela já esteja no novo lar
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A expectativa é que no próximo mês ela já esteja no novo lar

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Um leito de enfermaria adaptado e os funcionários do hospital viraram a casa e a família da jovem durante um ano. Com carinho e cuidado de toda equipe médica, a adolescente teve um grande avanço no estado de saúde.

Toda a situação foi e segue sendo acompanhada pela Vara da Infância e da Juventude e também pelo Conselho Tutelar.

Os servidores do hospital que foram conquistados pela inocência e jeito de Isabela* já preparam uma festa de despedida para que a jovem dê os seus próximos passos.

Segundo apuração do Metrópoles, não há confirmação se a jovem será colocada para adoção. Até o momento, a tutela de Isabela* deve permanecer com o Estado de Goiás.

 

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