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IBM admite erro na corrida da IA e ações derretem 25%

14 de Julho de 2026, 18:21 8 visualizações
IBM admite erro na corrida da IA e ações derretem 25%

As ações da IBM despencaram cerca de 25% nesta terça-feira (14) após a empresa emitir um alerta de lucro e admitir que não conseguiu acompanhar a velocidade da transformação provocada pela inteligência artificial (IA).

O tombo foi o maior da companhia em décadas e expôs uma nova disputa dentro do setor de tecnologia: enquanto empresas correm para investir em infraestrutura de IA, gigantes tradicionais de software tentam se adaptar a uma mudança acelerada nos gastos corporativos.

O alerta veio depois que a IBM revelou que clientes empresariais mudaram suas prioridades e passaram a direcionar recursos para servidores, data centers e equipamentos capazes de suportar aplicações de inteligência artificial, muitas vezes comprados de outros fornecedores.

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“Essas condições exigem que nossas equipes executem perfeitamente, e neste trimestre falhamos”, afirmou o presidente-executivo da IBM, Arvind Krishna.

Segundo ele, a companhia não se adaptou com rapidez suficiente à nova dinâmica do mercado, e diversos grandes contratos não foram fechados no prazo esperado, afetando significativamente os resultados.

A receita da área de infraestrutura caiu 7% no segundo trimestre, enquanto analistas esperavam uma retração menor.

O faturamento total da IBM foi de US$ 17,2 bilhões, alta de apenas 1% em relação ao mesmo período do ano anterior, mas abaixo da expectativa do mercado, de US$ 17,8 bilhões. O lucro por ação também ficou abaixo das projeções.

O dilema da IBM na era da IA

A queda nas ações revela o desafio estratégico da empresa, que tenta deixar para trás a imagem de uma companhia associada a mainframes e hardware para se transformar em uma fornecedora de software, nuvem e soluções de inteligência artificial.

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Nos últimos anos, a IBM gastou dezenas de bilhões de dólares em aquisições para acelerar essa mudança, incluindo compras como a empresa de software de código aberto Red Hat, a plataforma de gerenciamento de infraestrutura em nuvem HashiCorp e a companhia de integração de dados Confluent.

Mas a explosão dos investimentos em IA generativa mudou novamente o cenário.

Grandes empresas passaram a priorizar a compra de capacidade computacional para treinar e executar modelos de inteligência artificial, pressionando negócios tradicionais de software.

Krishna afirmou que a IBM não antecipou a “magnitude” dessa mudança e que clientes correram para garantir equipamentos diante da expectativa de aumento de preços e limitações de oferta no mercado de infraestrutura.

Além disso, o executivo citou preocupações crescentes com segurança cibernética como outro fator que desviou a atenção dos clientes.

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Corrida por IA redefine vencedores e perdedores

O episódio evidencia uma transformação mais ampla no setor de tecnologia.

A corrida da inteligência artificial tem beneficiado empresas ligadas diretamente à fabricação de chips, servidores e infraestrutura computacional, enquanto companhias tradicionais enfrentam pressão para provar que conseguirão capturar valor com a nova onda tecnológica.

A IBM tenta se posicionar como uma das empresas capazes de ajudar organizações a implementar inteligência artificial em larga escala, incluindo sistemas de IA generativa e agentes autônomos.

Mas investidores continuam questionando se a estratégia será suficiente para acelerar o crescimento da companhia.

Em fevereiro, as ações da IBM já haviam sofrido pressão após a startup de inteligência artificial Anthropic afirmar que sua ferramenta Claude Code poderia ajudar a modernizar uma linguagem de programação usada nos mainframes da empresa, um dos negócios históricos da companhia.

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O tombo recente reforça um dos maiores desafios da era da IA: para algumas das maiores empresas de tecnologia do mundo, a revolução não significa apenas criar novas ferramentas, mas sobreviver à velocidade com que seus próprios clientes estão mudando de prioridade.

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