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Irã lança mísseis contra bases militares dos EUA no Bahrein e Kuwait após bombardeio

08 de Julho de 2026, 03:58 0 visualizações

EUA bombardeiam alvos no Irã após navios serem atacados no Estreito de Ormuz O Irã lançou ataques retaliatórios contra o Bahrein e o Kuwait na madrugada desta quarta-feira (8). A ofensiva de Teerã é uma resposta imediata aos bombardeios aéreos realizados horas antes pelos Estados Unidos contra o território iraniano, após o regime persa ser acusado de atingir três navios comerciais no Estreito de Ormuz. Ambos os países árabes atingidos abrigam bases militares de Washington: o Bahrein é a sede da 5ª Frota da Marinha dos EUA, enquanto o Kuwait serve de quartel-general para as forças do Exército americano na região. Os dois governos acionaram alertas de mísseis para a população no início da manhã. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp O comando militar central do Irã confirmou a reação e alertou que "responderá de forma decisiva a essa agressão e ato terrorista" dos Estados Unidos. Até a última atualização desta reportagem, a mídia estatal iraniana havia reconhecido explosões nas regiões de Bandar Abbas, Qeshm e Sirik, mas não divulgou informações sobre baixas ou a extensão dos danos no Bahrein e no Kuwait. Segundo a Guarda Revolucionária do país, 85 instalações militares dos EUA foram atingidas nos dois países. A nova escalada militar coloca em xeque o acordo provisório de cessar-fogo na região, costurado após a guerra iniciada no fim de fevereiro. Os ataques ocorrem no momento em que o presidente dos EUA, Donald Trump, cumpre agenda na Turquia para a cúpula da Otan. EUA bombardeiam o Irã De acordo com o Centcom, a ofensiva tem como objetivo impor "custos elevados" ao Irã por atacar embarcações comerciais tripuladas por civis em uma das principais rotas marítimas do mundo. "O Irã demonstrou uma agressão injustificada, perigosa e que representa uma clara violação do cessar-fogo", afirmou o comando militar americano em comunicado. Uma fonte americana ouvida pela Reuters disse que os ataques miraram sistemas de defesa aérea do Irã, além de lançadores de drones e mísseis. A TV estatal iraniana informou que várias explosões foram registradas em Sirik, cidade portuária no sul do Irã, próxima ao Estreito de Ormuz. Até a última atualização desta reportagem, não havia informações sobre a causa das explosões nem sobre possíveis vítimas. Ainda segundo a mídia estatal, o chanceler iraniano disse que os ataques violam o cessar-fogo e provocarão ações "decisivas". Mais cedo, a agência britânica de segurança marítima UKMTO informou que três navios foram atingidos por projéteis no Estreito de Ormuz. Ninguém ficou ferido. O governo do Catar afirmou que uma das embarcações atingidas era o petroleiro "Al Rekayyat" e responsabilizou o Irã pelo ataque. Segundo a Reuters, nos bastidores, autoridades dos EUA também culpavam Teerã. Os ataques ocorreram apesar do cessar-fogo firmado entre Estados Unidos e Irã após a guerra iniciada no fim de fevereiro. Apesar da nova escalada, as negociações continuam. Um funcionário do governo americano disse à Reuters que representantes dos dois países seguem atuando "de boa-fé" para tentar chegar a um acordo de paz definitivo. A segurança de navegação e o controle sob o Estreito de Ormuz é um dos principais pontos de atrito nas negociações entre Teerã e Washington. LEIA TAMBÉM Boeing 737 desaparece do radar perto de Karachi, no Paquistão; dados de radar indicam que aeronave caiu no mar Consulado do Brasil em Nova York é esvaziado e fecha após risco de desabamento de prédio vizinho Petroleiros atacados e reação dos EUA com bombardeio: por que guerra voltou a esquentar no Estreito de Ormuz USS Boxer e USS Portland navegam no Oceano Índico em 30 de junho de 2026 US Centcom Sanções Após os ataques à embarcações no Estreito de Ormuz, os Estados Unidos voltaram a impor sanções sobre o setor de petróleo do Irã. O governo americano revogou nesta terça-feira uma licença que havia suspendido temporariamente as restrições às exportações de petróleo iraniano. A isenção, anunciada em junho como parte do acordo de cessar-fogo entre os dois países, permitia que Teerã produzisse, vendesse e entregasse petróleo bruto e derivados até 21 de agosto. Em resposta, o Ministério das Relações Exteriores do Irã condenou a decisão e afirmou que a medida viola o Memorando de Islamabad, firmado para encerrar a guerra entre os dois países. Teerã também responsabilizou Washington pelas consequências da decisão e disse que adotará "todas as medidas necessárias" para proteger seus interesses e a segurança nacional. VÍDEOS: mais assistidos do g1
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