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Irã reitera que manterá Estreito de Ormuz fechado até EUA aceitarem suas exigências

11 de Agosto de 2026, 16:22 3 visualizações
Irã reitera que manterá Estreito de Ormuz fechado até EUA aceitarem suas exigências

O Estreito de Ormuz permanecerá fechado enquanto os Estados Unidos não mudarem sua postura e aceitarem as condições do Irã para o fim da guerra, afirmou o recém-nomeado secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional iraniano nesta terça-feira, 11.

Segundo Mohsen Rezaei, os Estados Unidos precisam encerrar a guerra, liberar ativos iranianos congelados e aceitar o fim dos conflitos em toda a região, incluindo Gaza e Líbano, para que a estratégica rota marítima seja reaberta.

O iraniano também fez uma distinção entre as negociações em curso com Omã

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para definir novas rotas de navegação pelo estreito e a reabertura da via marítima. Mesmo que Teerã e Mascate cheguem a um acordo sobre a circulação de embarcações, isso não significaria necessariamente o fim do bloqueio, segundo Rezaei.

“Se um acordo for alcançado entre Irã e Omã sobre a rota de trânsito pelo Estreito de Ormuz, esse acordo será uma questão separada do fechamento do estreito”, disse ele.

Veterano militar e aliado próximo do líder supremo, Mohsen Rezaei, de 71 anos, foi

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nomeado secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional nesta segunda-feira 10, substituindo Mohammad Bagher Zolghadr, que havia assumido o cargo em março após o assassinato de seu antecessor por bombardeios de Israel na guerra.

Bloqueio e condições do Irã

A declaração de Rezaei reduz as expectativas de uma reabertura imediata do estreito, por onde passava, antes da guerra, cerca de um quinto do petróleo e do gás consumidos pelo planeta. A rota marítima está efetivamente bloqueada desde os bombardeios conjuntos de Estados Unidos e Israel à República Islâmica que deram início ao conflito no Oriente Médio, em 28 de fevereiro, elevando os preços de combustíveis globalmente. 

No último domingo, o chanceler do Irã, Abbas Araqchi, já havia declarado que o pacto com Omã está nos “estágios finais”, mas ressaltou que Ormuz não será reaberto a menos que os Estados Unidos atendam a certas demandas do regime dos aiatolás. Segundo ele, porém, não há negociações diretas entre Washington e Teerã e mensagens são trocadas via mediadores.

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+ Trump diz que vai exigir indenização do Irã para encerrar guerra

Entre as condições estabelecidas aos Estados Unidos pelo Irã para desbloquear o estreito, segundo Araqchi, estão o pagamento de indenizações por danos causados pelos bombardeios. Rascunhos de negociações e de acordos anteriores mencionaram cifras de até US$ 300 bilhões (aproximadamente R$ 1,5 trilhão) para planos de reconstrução e desenvolvimento econômico.

Nova frente de batalha

Em paralelo aos ataques iranianos a embarcações no Estreito de Ormuz, aumentaram as ofensivas de seus aliados iemenitas, os rebeldes hutis, que têm visado navios em outro ponto estratégico para o transporte de petróleo, do outro lado da Península Arábica, entre o Mar Vermelho e o Golfo de Aden.

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No mês passado, os hutis declararam um bloqueio naval contra a Arábia Saudita no Mar Vermelho, em resposta ao que descreveram como um cerco saudita contra eles no Iêmen — uma alegação negada por Riad, que apoia o governo iemenita oficial e é aliada dos Estados Unidos.

Combates entre os rebeldes e o Exército formal no Iêmen se intensificaram na segunda-feira: militares iemenitas informaram que sete pessoas — incluindo civis — morreram em um ataque huti à cidade portuária de Mocha, no Mar Vermelho. Sistemas de defesa aérea interceptaram e derrubaram 11 drones que participaram do ataque, segundo os soldados.

Já nesta terça-feira, quatro tripulantes morreram em um suposto ataque dos hutis contra um navio de carga no estreito de Bab el-Mandeb, segundo o Ministério dos Transportes do Iêmen. 

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