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Israel ataca ‘deliberadamente’ crianças palestinas em Gaza, mostra relatório da ONU

23 de Junho de 2026, 14:44 0 visualizações
Israel ataca ‘deliberadamente’ crianças palestinas em Gaza, mostra relatório da ONU

Um relatório das Nações Unidas divulgado nesta terça-feira, 23, acusou Israel de cometer genocídio ao atacar “deliberadamente” crianças palestinas na Faixa de Gaza. O documento da Comissão Internacional Independente de Inquérito sobre o Território Palestino Ocupado e Israel afirmou que a ofensiva contra menores de idade faz parte de uma estratégia para minar o futuro da população local.

“Mesmo após o cessar-fogo de outubro de 2025, crianças continuam sendo mortas e gravemente feridas, com Israel desrespeitando continuamente a trégua e a proteção devida às crianças”, afirmou o presidente da comissão, Srinivasan Muralidhar. “Ao atacar crianças, Israel está atacando a própria capacidade do povo palestino de existir e de determinar seu futuro.”

O relatório apontou que as Forças de Defesa de Israel (FDI) têm mobilizado atiradores de elite e drones quadricópteros, definidos como armas de precisão, para alvejar órgãos vitais de crianças palestinas. Os militares também são acusados de usar armas de alto impacto em ataques contra áreas repletas de menores, como escolas, prédios residenciais e campos de deslocados.

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Alertas da Comissão

A violência contra as crianças, segundo a análise, integra uma “estratégia deliberada” para “destruir o futuro dos palestinos em Gaza”. Israel negou as alegações, classificando o parecer como uma “farsa difamatória” e uma “peça de propaganda tão ultrajante quanto as anteriores” — em referência a outros documentos da ONU.

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A Comissão foi criada pela ONU em 2021 para investigar supostas violações do direito internacional humanitário e dos direitos humanos na região. Desde a eclosão da guerra entre Israel e o grupo palestino radical Hamas, em outubro de 2023, tem emitido repetidos alertas de que Israel comete crimes contra a humanidade.

Em setembro de 2025, outro relatório apontou que as ações israelenses se encaixavam em quatro das cinco definições da Convenção do Genocídio de 1948. Na ocasião, o alto comissário da ONU para os Direitos Humanos, Volker Turk, afirmou que a entidade observava as “provas crescentes” do massacre da população palestina.

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