Jaques Wagner corre risco de não renovar o seu mandato? Veja o que diz última pesquisa
O líder do governo Lula no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), foi alvo de uma operação da Polícia Federal na semana passada e é investigado por possível recebimento de propina do Banco Master em troca de apoio parlamentar. Candidato à reeleição ao cargo, que ocupa desde 2019, o petista tem, segundo as pesquisas, boas chances de renovar o seu mandato, mas tudo poderá depender do andamento das apurações e dos desdobramentos políticos do caso.
Um risco para Wagner é que o seu envolvimento no caso complique não só a sua tentativa de reeleição, mas também as pretensões do ex-ministro Rui Costa (PT), que também tenta se eleger senador, e do governador Jerônimo Rodrigues, que disputa a reeleição.
O último levantamento feito na Bahia, pelo instituto Paraná Pesquisas, e divulgado no dia 13 de maio, apontava que Wagner só ficava atrás do seu companheiro de chapa, Rui Costa, na corrida ao Senado, mas enfrenta candidatos competitivos, como o também senador Angelo Coronel (Republicanos) e o ex-ministro João Roma (PL) — veja quadro abaixo.
- Rui Costa (PT): 48,8%
- Jaques Wagner (PT): 40,6%
- João Roma (PL): 24,8%
- Angelo Coronel (Republicanos): 23,2%
- Delliana Ribeiro (PSOL): 5,7%
- Nenhum/branco/nulo: 14,1%
- Não sabe/não opinou: 7,7%
Apesar da larga vantagem para seus oponentes, com mais de quinze pontos percentuais de diferença, o fato de a investigação da PF colocar o PT no escândalo pode ser explorado pelos seus oponentes na corrida ao Congresso.
O terceiro colocado, João Roma, ex-ministro da Cidadania de Jair Bolsonaro, é o principal nome da direita no estado e o único a defender o legado bolsonarista. Logo após a PF ir a endereços de Wagner, tanto o PL nacional quanto Roma criticaram a gestão petista na Bahia e pediram que as investigações sejam rigorosas. Até o momento, no entanto, Roma não explorou muito mais, e politicamente, a história do adversário.
O outro nome da oposição é o senador Angelo Coronel, que também tenta a reeleição, assim como Wagner, e foi retirado da aliança antiga que o então partido seu, o PSD, mantinha com o PT no estado. Até agora, Coronel não comentou as investigações, mas pode ser um dos maiores beneficiados, visto que já possui um eleitorado cativo (apenas 255 mil votos a menos que Wagner na eleição de 2018), além de forte relação com prefeitos do interior e capacidade de dialogar com todos os campos da política.