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Jaques Wagner diz que valores pagos pelo Master a empresa familiar são maiores do que o apontado pela PF

26 de Junho de 2026, 16:07 0 visualizações
Jaques Wagner diz que valores pagos pelo Master a empresa familiar são maiores do que o apontado pela PF

Ex-líder do governo no Senado, Jaques Wagner disse que os valores pagos pelo Banco Master à empresa da família dele devem ser ainda maiores do que os 3,5 milhões de reais apontados pela investigação da Polícia Federal, mas ressaltou que o dinheiro tem origem legal e negou ter recebido parte dele.

Em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo, o senador disse que 3,5 milhões de reais foi o valor pago pela quebra de contrato e que, antes, o Master pagava outra quantia mensalmente à empresa da qual a nora dele é sócia. “Tomei um susto porque não é pouca coisa, é muita coisa. Mas repare: é muita coisa legalmente, tem contrato. Aliás, os meninos dizem que não pagaram nem o que deveriam ter pago a eles”, falou. “O gozado é que se apegam aos 3,5 milhões de reais, que foi o rompimento. Mas eles antes disso, mês a mês, eles ganhavam. Não sei quando deu no total, mas foi uma grana boa.”

Na mesma entrevista, o senador reconhece que sua versão sobre o apartamento pago pelo ex-sócio do Master, Augusto Lima, é “nebulosa”, mas que a negociação aconteceu às claras. “O caminho dos corruptos não é esse”, declarou.

O senador vem afirmando que o imóvel estimado em 2,4 milhões de reais seria um presente para a filha, e que pediu que Lima o comprasse porque não tinha dinheiro suficiente no momento e queria garanti-lo. “Pretendia dar um presente para minha filha nesse prédio que está em construção. […] Eu digo: “não tenho condições de comprar, ela vai ter que vender o apartamento dela para eu ajudar no resto e financiar uma parte. Eu só quero que garanta aquilo lá.” Foi isso. Eu sei que é nebuloso, que todo mundo vai… Mas objetivamente, está no meu nome? Foi doada para mim alguma coisa? Nada. O caminho dos corruptos não é esse de fazer um sexo explícito”, disse.

Wagner deixou a liderança do governo nesta quarta, 24, depois de uma reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O senador disse que a decisão foi tomada “em comum acordo” para que ele possa focar na própria defesa e na campanha eleitoral. Na semana passada, ele foi alvo de uma operação da Polícia Federal, que apura se ele agiu em favor de iniciativas que interessavam ao Master no Congresso em troca de favorecimentos. O temor do Planalto era que o suposto envolvimento do senador no caso e a permanência dele na liderança causasse desgaste o governo.

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