Jaques Wagner recorre ao STF e pede anulação da operação da PF que teve o senador como um dos alvos
22 de Junho de 2026, 21:37
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Líder do governo no Senado Federal, senador Jaques Wagner (PT-BA) Carlos Moura/Agência Senado A defesa do senador Jaques Wagner, líder do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no Senado, apresentou nesta segunda-feira (22) ao Supremo Tribunal Federal (STF) recurso para anular a decisão que autorizou a busca e apreensão em sua residência. O senador foi um dos alvos da 9ª fase da Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal (PF) na última quinta-feira (18). A PF apontou que Jaques Wagner atuou em defesa de interesses do Banco Master no Congresso e, em troca, recebeu vantagens indevidas — como um apartamento de luxo em Salvador, avaliado em R$ 2,5 milhões, e repasses a empresas ligadas a familiares do parlamentar. Além de Jaques Wagner, a PF também mirou nesta fase da operação o banqueiro Augusto Ferreira Lima, ex-sócio de Vorcaro e dono do Banco Pleno — liquidado pelo Banco Central em fevereiro. 🔎A Operação Compliance Zero investiga um suposto esquema bilionário de fraudes, corrupção, lavagem de dinheiro e obstrução da Justiça ligado ao Banco Master, de Daniel Vorcaro. Em nota, a defesa do senador diz ter havido erros graves que comprometem a ação da PF. "A defesa sustenta que a medida está equivocada pelos seguintes motivos: o senador jamais atuou no Congresso Nacional para favorecer o Banco Master. Prova disso é que a única emenda de sua autoria sobre o tema, apresentada à Medida Provisória 1106/2022, propunha limitar juros e proteger os consumidores, justamente o contrário dos interesses do Banco", diz o posicionamento assinado pelo advogado de Jaques Wagner, Pablo Rodrigues. A defesa do senador diz ainda que Jaques Wagner se posicionou contra a chamada "Emenda Master", apresentada pelo senador Ciro Nogueira (PP-PI), durante a tramitação da Proposta de Emenda à Constituição da autonomia operacional do Banco Central. "Todos esses posicionamentos e atuações do senador Jaques Wagner são públicos. O próprio relator da proposta, senador Plínio Valério (PSDB-AM), reforçou em nota jamais ter sido procurado pelo líder do governo para tratar do assunto", afirma o advogado. -Esta reportagem esta em atualização
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