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Junho termina com frio generalizado e chuvas atípicas no sudeste e centro-oeste

25 de Junho de 2026, 17:03 0 visualizações
Junho termina com frio generalizado e chuvas atípicas no sudeste e centro-oeste

Os últimos dias de junho serão marcados por uma virada brusca nas condições meteorológicas em grande parte do Brasil, conforme indicam as projeções do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) e da Climatempo. Esse panorama meteorológico interrompe o padrão inicial do inverno e acende um sinal de alerta para episódios de tempo severo. O encerramento do mês consolida a transição sazonal com o primeiro grande evento de frio abrangente e ventania da estação no Centro-Sul brasileiro.

A grande novidade nos radares meteorológicos é a possibilidade real de formação de um novo ciclone associado a uma frente fria de forte intensidade. Diferente de sistemas anteriores que se desenvolveram em alto-mar, este ciclone começa a se organizar em terra a partir de uma área de baixa pressão na região de fronteira internacional. Esse posicionamento faz com que o sistema ganhe força rapidamente à medida que avança pelo continente, funcionando como o principal motor para espalhar a instabilidade e injetar uma forte massa de ar polar pelo país.

A Região Sul e o estado de Mato Grosso do Sul serão as áreas mais impactadas por esse sistema entre os dias 27 e 30 de junho. A atuação do ciclone trará temporais isolados, chuvas volumosas com acumulados expressivos e rajadas de vento que podem atingir a marca dos 75 quilômetros por hora, especialmente na faixa litorânea. Logo na retaguarda da frente fria, o ar polar avançará provocando um declínio térmico acentuado, fazendo com que os termômetros fiquem abaixo dos 10 graus Celsius em diversas cidades sulistas.

À medida que o sistema frontal se desloca, a umidade e o vento também alcançarão o Sudeste e porções do Centro-Oeste. O avanço da frente fria gerará um cenário de nebulosidade persistente e pancadas de chuva com raios em São Paulo, Rio de Janeiro, sul de Goiás e no Triângulo Mineiro. Essa configuração resulta em um comportamento atípico para este período do ano, que normalmente é caracterizado pelo início da estiagem e do tempo seco nessas faixas centrais do território nacional.

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Nas demais regiões do país, os reflexos serão mais isolados. O ar frio remanescente conseguirá atingir o sudoeste da Amazônia, onde Rondônia e Acre devem registrar o fenômeno da friagem com declínio térmico sutil. Enquanto isso, o extremo Norte e a faixa litorânea do Nordeste continuam sob o domínio de pancadas de chuva frequentes, associadas à combinação de calor e aos ventos alísios.

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