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Justiça da Bahia abre processo administrativo disciplinar contra juiz que retirou foto de sacerdotisa do Candomblé de exposição

28 de Junho de 2026, 16:20 0 visualizações

Sacerdotisa do Candomblé denúncia intolerância religiosa após ter foto retirada de exposição em fórum de cidade da Bahia Idafro O Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) abriu um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) contra o juiz que mandou retirar o quadro de uma sacerdotisa de Candomblé do Fórum Clemente Mariani, em Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador. A medida foi publicada no Diário Eletrônico da Justiça da Bahia na sexta-feira (26). O caso aconteceu em março deste ano, quando uma exposição acontecia no fórum. Entre as imagens expostas estava foto da chefe e cozinha Solange Borges, que desempenha o papel de Makota no Candomblé. Na imagem, Solange vestia trajes relacionados a religião de matriz africana. O juiz Cesar Augusto Borges de Andrade, da 1ª Vara da Fazenda Pública da Comarca de Camaçari, pediu para que a direção do fórum retirasse a imagem, sob o argumento de incompatibilidade com a laicidade estatal. Uma outra imagem, onde uma mulher aparece segurando uma imagem de Santo Antônio, foi mantida na exposição. (Saiba mais sobre o caso ao fim da reportagem) Foto com representação de um santo católico foi mantida na exposição Idafro 📲 Clique aqui e entre no grupo do WhatsApp do g1 Bahia Segundo o que foi publicado no Diário Eletrônico da Justiça da Bahia na sexta-feira, a Corregedoria levou em conta que apenas esta obra foi questionada, o que pode indicar um tratamento desigual. O processo administrativa contra o juiz vai investigar formalmente se houve racismo religioso institucional, quebra dos deveres de imparcialidade, desrespeito ao dever da igualdade e conduta incompatível com o cargo. Ainda segundo o documento, o juiz será notificado e terá até 15 dias para apresentar a defesa prévia. Denúncia de intolerância TJ-BA determina que quadro com foto de sacerdotisa do Candomblé seja recolocado em fórum Em 4 de março, a sacerdotisa Solange Borges acionou o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) juntamente com o Instituto de Defesa dos Direitos das Religiões Afro-Brasileiras (Idafro). O instituto pediu a suspensão do ato do juiz e a imediata reintegração da fotografia à exposição. Além disso, foi requisitado que uma medida disciplinar fosse aplicada, bem como medidas que assegurem a eficácia da resolução. Um dia depois, em 5 de março, o TJ-BA determinou que a foto fosse recolocada na exposição. Na ocasião, o g1 não conseguiu contato com o juiz Cesar Augusto Borges de Andrade. O portal entrou em contato com a 1ª Vara da Fazenda Pública da Comarca de Camaçari, que informou que não iria se pronunciar sobre o caso. LEIA TAMBÉM: Primeira delegacia de combate ao racismo e à intolerância religiosa da Bahia é inaugurada Entenda ação do MP que pede R$  2 milhões de Claudia Leitte por intolerância religiosa Babalorixá denuncia caso de racismo religioso em Salvador; padre teria expulsado grupo candomblecista de igreja Veja mais notícias do estado no g1 Bahia. Assista aos vídeos do g1 e TV Bahia 💻
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