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K-Festival: idols do NTX, Hanz agitam a quarta edição em Brasília

22 de Junho de 2026, 20:58 0 visualizações
K-Festival: idols do NTX, Hanz agitam a quarta edição em Brasília

Quando estreou em Brasília, em 2023, o K-Festival nasceu com a missão tímida de celebrar os 60 anos da imigração coreana no Brasil. Três anos depois, o cenário é outro. O evento cresceu, ganhou projeção e se consolidou como uma grande vitrine da cultura sul-coreana na América Latina. É o reflexo prático de como a Hallyu (a famosa onda cultural coreana) furou a bolha do entretenimento juvenil para moldar tendências de consumo, turismo, gastronomia e tecnologia no país.

Entre os dias 3 e 5 de julho, o Estacionamento 1 do Parque da Cidade receberá  a quarta edição do festival com shows do fenômeno NTX e do cantor Hanz, que faz trilhas sonoras para séries e filmes. A entrada é gratuita, condicionada à retirada de ingressos e à doação solidária de alimentos ou ração animal.

Idealizadora do projeto, Natalia Silveira Miranda, 32 anos, produtora-executiva, joga alto: a meta é superar a marca do ano passado, quando 71.764 visitantes passaram pelo local, sendo 15% deles turistas de outros estados:

“Ao longo de suas edições, o festival consolidou-se como uma das principais iniciativas voltadas à cultura coreana no Brasil, reunindo milhares de visitantes, artistas, expositores, empreendedores e instituições. Mais do que apresentar música, dança, gastronomia e tradições, o K-Festival promove conhecimento, respeito à diversidade cultural e o fortalecimento das relações entre brasileiros e coreanos.”

A música, claro, continua no centro dos holofotes. A grande novidade desta edição é a estreia em solo brasileiro do cantor sul-coreano Hanz, conhecido por suas baladas românticas e forte apelo nas redes sociais. Mas o termômetro do público deve subir com o retorno do NTX. O octeto (formado por Hyeongjin, Yunhyeok, Xiha, Changhun, Hojun, Seungwon, Eunho e Rawhyun) desembarca no Brasil pela terceira vez consecutiva. O grupo se tornou um fenômeno por aqui justamente por quebrar a lógica das grandes turnês, descendo o mapa para fazer shows fora do eixo tradicional de megacidades, o que criou um vínculo estreito com a base de fãs local.

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A parada na capital federal faz parte da “NTX 2026 Tour in LATAM”. No setlist, a aposta principal são as faixas do miniálbum PROTO TYPE, lançado no final do ano passado, como o single “ICE LUV”, além dos hits “Holy Grail” e “Problematic”. O diferencial do grupo no mercado de K-pop é a autonomia: os próprios integrantes assinam a composição e a produção das faixas, o que dá um tom mais autoral e menos industrial às apresentações.

Além do palco, a estrutura de 30 mil metros quadrados tenta espelhar a diversidade da Coreia do Sul contemporânea. Há áreas dedicadas ao K-beauty (cosméticos), praça de alimentação voltada à culinária típica, ativações de tecnologia, e espaços de imersão em K-dramas (as novelas coreanas que dominam o streaming) e e-sports.

O crescimento do festival acompanha a forma como a Coreia do Sul tem ampliado sua presença cultural no mundo. Nas últimas décadas, o governo sul-coreano transformou sua cultura pop em uma ferramenta refinada de soft power. O interesse que começa por um videoclipe ou por uma série de ficção rapidamente se desdobra em negócios, empreendedorismo e intercâmbio acadêmico. O K-Festival reflete isso: desde o ano passado, o evento costura parcerias com instituições ligadas à cidade e à universidade de Jeonbuk, incluindo a oferta de bolsas de estudo para brasileiros.

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A organização também tenta equilibrar o apelo comercial com o impacto social. O formato de bilheteria solidária transformou o festival em um dos maiores arrecadadores de alimentos do Centro-Oeste: foram 140 toneladas em 2024, além de duas toneladas de ração para ONGs de proteção animal.

“O festival possui um forte compromisso social. Mantemos o acesso gratuito mediante a doação de alimentos, que posteriormente são destinados a famílias e instituições em situação de vulnerabilidade social. Até hoje, o K-Festival fez a doação de mais de 150 toneladas de alimentos e duas toneladas de ração.  Dessa forma, a cultura se torna não apenas uma ferramenta de entretenimento e educação, mas também de solidariedade e transformação social”, afirma Natalia.

Na edição deste ano, o festival também abre espaço na agenda para debates urgentes entre o público jovem, como saúde mental, segurança digital e o combate à violência contra a mulher em ambientes virtuais, pautas cruciais para uma comunidade que vive e se comunica majoritariamente no ecossistema digital.

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O que se verá no Parque da Cidade promete ir além de um encontro de fãs. A proposta, de acordo com Natália Silveira,  é transformar Brasília em uma vitrine da diplomacia cultural contemporânea, reunindo entretenimento, negócios, tecnologia e impacto social em um mesmo espaço.

“Acredito profundamente que a cultura é uma das ferramentas mais poderosas para aproximar nações e transformar vidas. E é exatamente esse propósito que continuamos perseguindo a cada nova edição”, finaliza a produtora-executiva do festival.

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