Laudo do IML pode agravar acusação por agressão à filha de Eustáquio
Apesar de ter concluído pelo indiciamento, a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) aguarda a conclusão de um laudo complementar do Instituto Médico-Legal (IML) para verificar se as lesões sofridas pela filha do jornalista Oswaldo Eustáquio configuram uma forma mais grave do crime de lesão corporal.
O indiciamento de Iasmin Pinheiro foi concluído pelos investigadores da 1ª Delegacia de Polícia (Asa Sul) pelo crime de lesão corporal contra Mariana Eustáquio, de 18 anos, filha do jornalista, após uma briga em um bar de Brasília.
Entretanto, a classificação jurídica do delito poderá ser revista após a conclusão do exame complementar de corpo de delito.
O objetivo, segundo a PCDF, é verificar se Mariana sofreu consequências mais graves do que as constatadas inicialmente. O laudo poderá apontar, por exemplo, se ela permaneceu por mais de 30 dias incapacitada para as atividades habituais, se houve alguma sequela permanente ou outras consequências decorrentes das agressões.
As investigações também concluíram que, apesar da gravidade da confusão, não foram identificados elementos que indiquem motivação política ou partidária para o crime. Segundo a polícia, a briga decorreu de um desentendimento no local.
A confusão ocorreu no Contexto Bar, localizado no Setor de Clubes Sul, em Brasília, após a estreia do Brasil contra a seleção de Marrocos. Imagens mostram a filha de Eustáquio sendo agredida.
O caso
Segundo a polícia, imagens de segurança mostram o momento em que Iasmin puxa os cabelos de Mariana, que cai ao chão aparentemente desacordada. Antes disso, a investigada já havia se envolvido em uma briga com uma amiga da jovem.
Em depoimento, Mariana afirmou que se aproximou para ajudar a amiga quando teve os cabelos puxados por Iasmin, caiu e perdeu a consciência.
Para o delegado responsável pelo caso, os depoimentos, as imagens de segurança e os laudos periciais reuniram elementos suficientes para o indiciamento de Iasmin por lesão corporal.
STF
Atualmente vivendo na Espanha, Oswaldo Eustáquio tem mandados de prisão em aberto no Brasil, expedidos pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Ele é investigado pelos crimes de ameaça, corrupção de menores e tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito, em razão dos atos de 8 de janeiro de 2023. Eustáquio nega as acusações.