Lula expressa solidariedade à Venezuela e governo avalia envio de ajuda após terremoto
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta quinta-feira, 25, que tomou conhecimento, “com grande preocupação e consternação”, dos impactos causados pelos terremotos na Venezuela e que seu governo avalia a situação para o envio de ajuda.
“Reafirmo nossa determinação em apoiar o governo da presidenta encarregada Delcy Rodríguez na recuperação de áreas afetadas desse país irmão, cujo povo tem dado provas de grande resiliência frente às adversidades”, escreveu Lula no X (ex-Twitter).
Tomei conhecimento, com grande preocupação e consternação, dos impactos causados pelo terremoto que atingiu a Venezuela nesta quarta (24). Instruí o ministério das Relações Exteriores que avalie, juntamente com a embaixada do Brasil em Caracas, a situação no país e as medidas de…
— Lula (@LulaOficial) June 25, 2026
Dois terremotos sacudiram a Venezuela na noite de quarta-feira 24 e causaram o desabamento de prédios e pânico em Caracas e outras regiões. Ao menos 164 pessoas morreram e quase 1.000 ficaram feridas.
Os sismos, que foram sentidos na vizinha Colômbia, ocorreram com aproximadamente um minuto de diferença, em locais separados por cerca de 45 km e a profundidades diferentes, segundo dados do Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS).
“O sismo principal, de magnitude 7,5, foi precedido em 39 segundos por um sismo precursor, de magnitude 7,2”, informou no X o USGS. O primeiro tremor teve seu epicentro 21 km a oeste de Morón, ocorreu às 22h04 GMT (19h04 de Brasília) e foi seguido de várias réplicas, incluindo o de magnitude 7,5. No entanto, não há alerta de tsunami perto da costa da Venezuela.
Destruição
Vinte réplicas foram registradas após os dois terremotos, informou Delcy, após declarar estado de emergência no país. “É um fato de consequências graves. Há estados particularmente afetados”, indicou.
O principal aeroporto da Venezuela, localizado a 39 km de Caracas, foi fechado, após sofrer “danos graves em sua infraestrutura”, disse Delcy, em pronunciamento transmitido pelos veículos oficiais. Segundo a agência de notícias AFP, um imóvel de 22 andares foi totalmente destruído na região de Chacao, leste da cidade.
O ministro do Interior venezuelano, Diosdado Cabello, confirmou apenas que vários imóveis desmoronaram. “Temos alguns feridos, prédios derrubados”, descreveu.
Em um centro comercial movimentado de Altamira, o chão começou a tremer, prateleiras de lojas caíram e pessoas saíram correndo em massa em direção à rua. “Foi inacreditável, não sei nem quanto tempo durou. Estava no último andar. Caíram muitas coisas. Saímos pelas escadas de emergência, nos tiraram por ali”, contou à AFP Heidi Romero, uma comerciante de 42 anos.
“As escadas se desprenderam, toda a parede rachou. Caíram coisas do teto. Foi horrível”, disse Odalis Escalona, de 54 anos, funcionária de um banco.
Várias áreas ficaram sem energia elétrica e muitas ruas estavam cheias de vidros que caíram de janelas. Pessoas que abandonaram prédios em Caracas esperaram mais de uma hora para voltar.
Terremotos são frequentes na Venezuela: o país situa-se sobre o ponto de encontro de duas placas tectônicas, e os tremores são causados pela liberação da energia de atrito resultante do deslizamento de uma placa em relação à outra. Os sismos mais fortes registrados recentemente foram os de Cariaco (nordeste), em 1997, e o de Caracas, em 1967.