Lula x Flávio: pesquisa AtlasIntel mostra o resultado que mais preocuparia o eleitor
A mais recente pesquisa AtlasIntel, divulgada nesta quarta, 1º, trouxe um indicador que vai além das tradicionais intenções de voto e ajuda a compreender o ambiente de polarização da corrida presidencial de 2026. O instituto perguntou aos eleitores qual resultado da eleição lhes causaria mais medo ou preocupação. A vitória do senador Flávio Bolsonaro (PL) foi citada por 48,4% dos entrevistados, enquanto 42,4% afirmaram temer mais a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Outros 8,9% responderam que ambos os cenários os preocupam igualmente, e apenas 0,3% disseram não saber.
O dado complementa um levantamento que também mostrou Lula ampliando sua vantagem sobre Flávio tanto no primeiro quanto no segundo turno e oferece uma leitura diferente da simples intenção de voto. Em vez de medir preferência eleitoral, a pergunta procura captar a percepção de risco político associada a cada candidato.
O que mede essa pergunta da AtlasIntel?
Diferentemente das simulações eleitorais tradicionais, o questionário não pergunta em quem o eleitor pretende votar. O objetivo é identificar qual eventual desfecho da eleição desperta maior apreensão.
Esse tipo de indicador costuma funcionar como um termômetro do chamado “voto negativo” — quando a decisão do eleitor é influenciada menos pelo entusiasmo com um candidato e mais pelo desejo de impedir a vitória do adversário.
Como o resultado dialoga com a disputa presidencial?
Os números ajudam a contextualizar os demais resultados da AtlasIntel. Na mesma pesquisa, Lula aparece com 46,3% das intenções de voto no primeiro turno, contra 36,6% de Flávio Bolsonaro. Em uma eventual segunda etapa da disputa, o presidente registra 48,8%, enquanto o senador soma 42,3%.
Embora Lula tenha ampliado a vantagem em relação ao levantamento anterior, o presidente continua abaixo da marca simbólica dos 50% nas simulações de segundo turno. Ao mesmo tempo, Flávio enfrenta um índice mais elevado de eleitores que afirmam enxergar sua eventual eleição como o cenário mais preocupante.
O dado ajuda a explicar o teto de Lula?
O resultado também dialoga com uma das principais conclusões da própria pesquisa: a existência de um teto eleitoral para o presidente. Durante o programa Ponto de Vista, o editor José Benedito da Silva observou que Lula mantém desempenho bastante estável nas simulações de segundo turno, sempre entre 48% e 49%.
“O governo enfrenta uma desaprovação de cerca de metade do eleitorado, o que cria um teto que Lula não consegue furar. Em nenhuma simulação ele passa de 50%, justamente pela resistência a seu atual mandato”, afirmou.
Na mesma edição, o cientista político Leandro Consentino avaliou que a elevada rejeição dos dois principais candidatos explica por que a disputa permanece aberta.
“O segundo turno é uma eleição onde se vota mais contra quem você não quer do que a favor de quem gostaria. Esse índice de rejeição alto constrói o teto para o presidente Lula e dificulta que a fatura seja liquidada de uma vez”, disse.
O que o levantamento revela sobre a polarização?
A combinação dos indicadores mostra que a eleição de 2026 continua marcada por uma forte divisão do eleitorado.
De um lado, Lula amplia sua vantagem nas intenções de voto e permanece na liderança dos principais cenários testados pela AtlasIntel. De outro, continua enfrentando resistência suficiente para não ultrapassar a barreira dos 50%.
Flávio Bolsonaro segue como principal nome da oposição, mas o levantamento sugere que sua eventual vitória desperta preocupação em uma parcela ainda maior do eleitorado do que um novo mandato do presidente.
Qual é a principal leitura da pesquisa?
Mais do que apontar um favorito, o indicador reforça que a disputa presidencial permanece fortemente orientada pela rejeição aos dois polos.
Mesmo com Lula em vantagem nas intenções de voto, quase metade dos entrevistados afirma ver sua reeleição como um cenário preocupante. Ao mesmo tempo, uma parcela ainda maior declara receio diante da possibilidade de Flávio Bolsonaro chegar ao Palácio do Planalto.
O resultado sugere que, às vésperas da intensificação da campanha, a decisão do eleitor continua sendo influenciada não apenas por quem deseja eleger, mas também por qual candidatura pretende evitar.
VEJA+IA: Este conteúdo de pesquisa foi produzido com auxílio de inteligência artificial e supervisão humana.