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Manaus quer ampliar ecobarreiras para dimunir poluição nos rios

22 de Junho de 2026, 23:00 0 visualizações
Manaus quer ampliar ecobarreiras para dimunir poluição nos rios

Para reduzir o lixo acumulado na Bacia Amazônica, a Prefeitura de Manaus quer instalar mais 20 ecobarreiras até o fim deste ano. Essas estruturas flutuantes possuem redes que funcionam como “peneiras”, capazes de conter garrafas, embalagens e outros descartes irregulares que acabam nos cursos d’água. A ideia é que sejam colocadas nos igarapés para evitar que o lixo chegue ao Rio Negro, principal afluente do Amazonas e famoso pelo espetáculo natural, onde suas águas escuras se encontram às do rio Solimões. Elas correm paralelas, sem se misturarem. “A nossa geração falhou no que se refere à conscientização ambiental”, afirma Renato Júnior, prefeito de Manaus (Avante), que trabalha para mudar a conscientização da população.

Parte do lixo é jogado pelos próprios moradores, das áreas mais vulneráveis. Trata-se de um cenário marcado pela resistência à conscientização ambiental, pela ausência histórica de educação voltada ao descarte correto e pela dificuldade de acesso a serviços básicos. A cobertura de coleta e tratamento de esgoto é um problema crônico. Em 2025, o saneamento básico foi estendido a pouco mais 35% da população. Este ano, deve se aproximar de 40%, impulsionado pelo programa “Trata Bem Manaus”, cuja meta é alcançar 90% de cobertura até 2033. O projeto é uma parceria entre o governo estadual, municipal e a concessionária Águas de Manaus (grupo Aegea).

Em paralelo, desde 2023, a Prefeitura da capital instalou catorze ecobarreiras nas entradas dos igarapés urbanos, retendo cerca de 5,3 mil toneladas de resíduos sólidos, volume suficiente para encher nove piscinas olímpicas, antes que chegassem às águas abertas. A cidade também mantém indicadores recordes em plantio: foram mais de 33 mil mudas em 2025 e mais 24 mil nos primeiros quatros meses deste ano.

A poluição dos rios é a maior preocupação ambiental dos manauenses de acordo com a pesquisa Viver nas Cidades: Meio Ambiente e Mudanças Climáticas, realizada pelo Instituto Cidades Sustentáveis e Ipsos-Ipec, neste mês. No ano passado, era a qualidade ruim do ar, segundo o mesmo levantamento. 

 

 

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