Márcio França vai se reunir com Lula e Haddad para tentar definir eleição em São Paulo
O ex-ministro do Empreendedorismo Márcio França (PSB-SP) embarca nesta quarta-feira, 24, para Brasília com o objetivo de se reunir com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad (PT-SP) para, juntos, definirem os rumos da eleição ao governo do estado de São Paulo.
No último sábado, 20 — após o deputado federal Kim Kataguiri (Missão-SP) e o advogado Paulo Serra (PSDB) anunciarem que não vão mais disputar o governo do estado –, França afirmou em encontro com a militância do PSB que queria deixar a articulação para estar na chapa de Haddad e lançar a sua própria candidatura ao governo paulista.
A ideia, que abarca a real vontade de França desde o ano passado, visa impedir que a eleição do estado seja liquidada já no primeiro turno, com apenas dois candidatos, Haddad e o atual governador, Tarcísio de Freitas (Republicanos).
Para Márcio França, ele seria capaz de roubar alguns votos de eleitores do interior de Kataguiri, Serra e até de Tarcísio, evitando que o governador atinja mais de 50% dos votos válidos no primeiro turno.
Para o PT, garantir que haja um segundo turno em São Paulo é primordial para a tentativa de reeleição de Lula, visto que o estado é o maior colégio eleitoral do país. Em 2022, com as eleições estaduais definidas já no primeiro turno em Minas Gerais e no Rio de Janeiro (segundo e terceiro maiores colégios eleitorais, respectivamente), os governadores eleitos fizeram campanha contra Lula e conseguiram fazer Jair Bolsonaro crescer até seis pontos percentuais no total de votos, quando observadas a diferença entre o primeiro e o segundo turno.
Apesar disso, o PT de São Paulo não concordou totalmente com a ideia de França ter uma candidatura própria, visto que, por outro lado, também arriscaria dividir o eleitor e bagunçar a disputa pelo Senado — hoje, as ex-ministras Simone Tebet (PSB) e Marina Silva (Rede) são cotadas para comporem a chapa com Haddad.
VEJA buscou o ex-ministro do Empreendedorismo para ouvir o que ele espera da reunião e quais possibilidades acredita serem mais viáveis neste momento, mas ele não quis falar com a reportagem antes de ter alguma definição junto a Lula.