Médica é agredida por paciente durante atendimento em hospital do DF
Uma médica foi agredida na tarde desse sábado (15/8) por um paciente no Hospital Regional de Santa Maria (HRSM). Segundo relatos, o homem avançou contra a médica, deu um chute na barriga dela e a empurrou. Outros profissionais também foram agredidos durante a ocorrência. Segundo o Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (Iges-DF), o paciente faz tratamento psiquiátrico na unidade.
Uma testemunha que presenciou o episódio e não quis se identificar contou ao Metrópoles que o paciente aparentava estar em uma crise convulsiva quando a médica se aproximou para prestar atendimento.
Durante a avaliação, um familiar do paciente, que estava no local, questionou o homem sobre um possível uso de cocaína. De acordo com o relato, havia suspeita de que ele tivesse utilizado a substância durante a internação.
Na sequência, o paciente avançou contra integrantes da equipe assistencial, proferiu agressões verbais e passou a agredir fisicamente os profissionais, inclusive com chutes.
“Ela foi prestar atendimento porque chamaram ela para atender um cara que aparentemente estava convulsionando, no que ela foi pedir um diazepam, o irmão que estava do lado falou: não, ele estava usando cocaína, aí ela foi perguntar para o paciente se ele estava usando e tipo assim, batendo no ombro, o senhor estava usando cocaína? No que ela perguntou, [ele] melhorou na hora, acabou a crise convulsiva e começou a levantar, xingar ela, e aí partiu para cima dela, deu um chute na barriga dela e empurrou ela para longe”, disse a testemunha.
Diante da agressão, várias pessoas foram prestar apoio a médica para tentar afastar o homem de perto dela.
A Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) foi acionada e conduziu os envolvidos a 20ª Delegacia de Polícia (Gama), onde a ocorrência foi registrada como desacato e vias de fato.
O caso está sendo investigado pela 33ª Delegacia de Polícia (Santa Maria).
O que diz o Iges-DF
Em nota ao Metrópoles, o Iges-DF informou que “lamenta o ocorrido e repudia qualquer forma de violência, ameaça ou agressão contra os profissionais de saúde” e afirmou que as medidas cabíveis foram adotadas rapidamente.
“A profissional recebeu acolhimento e suporte da gestão do hospital. Para preservar a integridade de profissionais, pacientes e acompanhantes, o Instituto mantém medidas em suas unidades, como controle de acesso, equipes de vigilância e videomonitoramento. Atualmente, a rede conta com 1.509 câmeras, sendo 198 equipadas com biometria facial, além de 516 vigilantes, 12 supervisores de segurança e 12 operadores de videomonitoramento. O Instituto segue avaliando e aprimorando seus protocolos e recursos, em articulação com os órgãos competentes, para prevenir situações de violência e garantir um ambiente seguro para profissionais e usuários”, detalhou o Iges-DF.