Melhor da semana: os personagens improváveis da Copa do Mundo
A primeira semana da Copa do Mundo mostrou que o futebol, às vezes, é só o começo do espetáculo. Enquanto seleções tentam encontrar o ritmo em campo, os personagens paralelos roubaram parte da atenção: goleiro improvável, reserva decisivo e torcida educada. O grande personagem improvável foi Vozinha, 40, goleiro de Cabo Verde que segurou a Espanha no empate sem gols e virou fenômeno global. Em poucos dias, ganhou milhões de seguidores nas redes sociais, impulsionado também pela mobilização brasileira durante a transmissão da CazéTV. A história ainda ganhou camada emocional quando a mãe do jogador conseguiu visto para vê-lo na Copa.
Dentro de campo, outro nome que saiu do anonimato foi Johan Manzambi, 20. O meia da Suíça começou no banco contra a Bósnia e Herzegovina, mas precisou de poucos minutos para mudar o jogo. Cinco minutos depois de entrar, marcou seu primeiro gol em Mundiais. No fim da partida, fez mais um e fechou a vitória por 4 a 1.
A torcida japonesa também fez sua parte no roteiro. Depois do empate entre Japão e Holanda, torcedores voltaram a limpar setores do estádio, repetindo uma tradição que há anos chama atenção em Copas.
Outro personagem improvável veio do banco de reservas — mas da área técnica. O holandês Dick Advocaat, 78, treinador de Curaçao, virou assunto ao comandar a seleção caribenha na Copa. Dono de uma longa carreira que inclui passagens por Holanda, Coreia do Sul, Rússia e Bélgica, ele se tornou um dos técnicos mais velhos da história do Mundial e ajudou a transformar a participação de Curaçao em uma das histórias mais simpáticas do torneio.
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