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Mercado global de beleza deve quase dobrar até 2035 e redes brasileiras apostam em nichos para crescer

29 de Julho de 2026, 13:41 3 visualizações
Mercado global de beleza deve quase dobrar até 2035 e redes brasileiras apostam em nichos para crescer
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O mercado global de beleza segue em ritmo acelerado de crescimento e deve praticamente dobrar de tamanho na próxima década. Segundo a Business Research Insights, o setor deve passar de 100,94 bilhões de dólares em 2026 para 197,81 bilhões de dólares até 2035, o equivalente a uma taxa média de crescimento anual de 7,76%. No Brasil, o cenário também é positivo: o segmento de Saúde, Beleza e Bem-Estar faturou 74,3 bilhões de reais em 2025, alta de 14,6% em relação ao ano anterior, de acordo com a Associação Brasileira de Franchising (ABF).

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A expansão do setor tem levado redes de estética e bem-estar a investir em estratégias que vão além da abertura de novas unidades. Em vez de oferecer um portfólio amplo para todos os consumidores, muitas empresas passaram a focar em públicos específicos, criar produtos próprios, ampliar canais digitais e apostar em modelos de recorrência para aumentar a fidelização dos clientes.

Um dos exemplos é a Homenz, rede especializada em estética e saúde masculina. A empresa encerrou 2025 com faturamento de 160 milhões de reais, mais de 34 mil pacientes atendidos e 82 clínicas em operação, além de outras 32 em implantação. Segundo Luiz Fernando Carvalho, fundador e CEO da rede, o perfil do consumidor masculino mudou nos últimos anos. “Antes, a maioria chegava à clínica para resolver uma necessidade específica, como a queda de cabelo. Hoje, os pacientes buscam acompanhamento contínuo, compreendem a importância da prevenção e enxergam saúde, imagem e performance como partes do mesmo cuidado”, afirma.

A especialização também orienta a estratégia da LypeDepyl, rede focada em depilação a laser e despigmentação de tatuagens e sobrancelhas. Após faturar 25 milhões de reais em 2025, a empresa projeta alcançar 30 milhões de reais neste ano. Para ampliar o relacionamento com os clientes, a companhia desenvolveu uma linha própria de dez dermocosméticos, que atualmente é comercializada nas unidades e deve chegar ao e-commerce. “Percebemos que a relação com o cliente não precisava terminar após o procedimento realizado na clínica. A linha de dermocosméticos surgiu para complementar os cuidados em casa, ampliar a experiência com a marca e criar uma nova frente de receita. O próximo passo é levar esses produtos ao e-commerce e alcançar consumidores que ainda não estão próximos das nossas unidades”, diz Leyde Ludwig Pereira, fundadora e CEO da LypeDepyl.

Além da segmentação, a digitalização também tem sido um dos pilares de crescimento das redes de estética. No Emagrecentro, que possui mais de 450 unidades no Brasil e operações nos Estados Unidos e no Paraguai, a integração entre clínicas físicas e atendimento digital tem permitido ampliar o acompanhamento dos pacientes e acelerar a expansão da marca. Após atender mais de 5 milhões de pessoas ao longo de quatro décadas, a rede prevê crescer cerca de 20% em 2026 e inaugurar 60 novas clínicas. “O atendimento digital não substitui a clínica, mas amplia o acompanhamento e mantém o paciente conectado ao tratamento entre uma visita e outra”, afirma o médico e fundador do Emagrecentro, Edson Ramuth.

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Com consumidores cada vez mais interessados em soluções personalizadas e acompanhamento contínuo, especialistas avaliam que a combinação entre especialização, tecnologia e diversificação das fontes de receita deve continuar impulsionando o crescimento do mercado de beleza nos próximos anos.

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