Morre, aos 58 anos, Manuel Arjona, ex-integrante do grupo Locomía
Morreu, na quarta-feira (1º/7), aos 58 anos, Manuel Arjona, ex-integrante do grupo Locomía. De acordo com a imprensa espanhola, o artista morava em Viladecans, Barcelona, não teve a causa do óbito repentino revelada.
Segundo fontes ouvidas pelo jornal El País, ele “estava pintando” durante o dia e depois “foi dormir e não acordou mais”.
Outros membros do grupo morreram jovens: no verão de 2018, com apenas um mês de diferença, outros dois integrantes do Locomía, Santos Blanco e Frank Romero, ambos com 46 anos, faleceram. Já Francesc Picas morreu em 2023.
Família com 10 irmão
Ele era homossexual, mas vivia na cidade de Viladecans, de porte médio, escondendo sua orientação sexual. Quando chegou à Ibiza, ficou maravilhado com a liberdade do local.
“Aterrissei em Ibiza e parecia outro planeta. Eu vinha de uma cidade pequena, onde tinha que esconder minha sexualidade. E na ilha, se você fosse um menino e usasse saia, ninguém olhava. Foi uma mudança radical”, contou ele ao jornal espanhol, na década de 80.
Drama no grupo
A publicação ainda contou que a história do Locomía é uma das mais dramáticas do pop espanhol, repleta de sexo, traição, drogas, brigas, morte, sucesso estrondoso e queda.
A ideia do grupo surgiu com Xavier Font, um jovem de família abastada de Barcelona. Em 1984, ele se mudou para Ibiza em busca de “uma tribo urbana”, contou ele El País, em maio de 2022, quando a Movistar Plus estreou o documentário Locomía.
“Sou um olheiro de talentos. Vejo artistas em potencial. Sou um criador de fantasias. Foi assim que o Locomía começou”, explicou Font.
A criação do Locomía
Xavier Font, o criador do grupo e o mais velho, conseguiu reunir um quarteto sob seu comando: Gard Passchier, um holandês que conhecera na ilha; seu irmão Luis Font; e Arjona. O líder mantinha um relacionamento sexual tanto com Passchier quanto com Arjona.
Os quatro se instalaram em uma casa em Ibiza. Criaram seus figurinos chamativos e começaram a frequentar a badalada boate Ku. Logo começaram a atrair olhares. Os donos viram uma oportunidade e os contrataram.
Recebiam um milhão de pesetas por mês (6.000 euros na década de 1980). Seu trabalho consistia em subir em plataformas e dançar, exibindo-se e flertando. Foi então que Font concebeu o número com leques, que virou a marca registrada dos artistas.





