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Morte em rope jump completa 1 semana: o que ainda falta saber sobre tragédia de jovem lançada sem cordas

20 de Junho de 2026, 05:00 0 visualizações

Jovem que morreu em rope jump devia ter sido presa a duas cordas, diz delegada A morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, que repercutiu em todo o Brasil e até na imprensa internacional, completa uma semana neste sábado (20). No último dia 13, a jovem foi lançada sem a corda de segurança durante um salto de rope jump na Ponte do Esqueleto, entre Limeira (SP) e Cordeirópolis (SP), Embora a Polícia Civil tenha prendido três instrutores por homicídio com dolo eventual (quando se assume o risco de matar), o inquérito policial ainda tenta responder a perguntas sobre a dinâmica do acidente e as condutas dos organizadores. O evento reuniu cerca de 100 participantes. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Piracicaba no WhatsApp Abaixo, o g1 detalha os pontos que a investigação ainda precisa esclarecer: O que causou a falha de checagem de segurança? Como o grupo que promoveu os saltos se organizava? O grupo tentou fugir após o acidente? Onde está a câmera que a jovem usava no momento do salto? O que vai acontecer com a ponte? LEIA TAMBÉM: Por que local onde jovem morreu ao ser lançada sem cordas é conhecido como Ponte do Esqueleto Homicídio por dolo eventual ou culposo? Especialistas divergem de crime Jovem que morreu ao ser lançada sem corda usava bom humor para mostrar trabalho na academia; assista 'Erro mortal': morte de jovem lançada sem corda em rope jump repercute na imprensa internacional Quem era a jovem que morreu após ser lançada sem corda em rope jump no interior de SP VÍDEO: instrutores de salto presos não explicam por que jogaram jovem sem cordas em SP Jovem fez post antes do acidente: 'Quem foi o doido que deixou eu vir pular de uma ponte?' ‘Esconder provas’: testemunha diz que funcionário tirou câmera de jovem morta após salto sem corda em SP 'Gente, a corda': vídeo registra reação após jovem ser lançada sem equipamento em rope jump Maria Eduarda Rodrigues de Freitas Reprodução O que causou a falha de checagem de segurança? Os presos são Luis Felipe Feliciano Egoroff, de 32 anos; Maicon Fernandes Cintra, de 42 anos; e Vitor de Freitas Gonçalves, de 27 anos. Em trechos dos depoimentos obtidos pela reportagem, os instrutores não souberam explicar o erro. Luis Felipe e Maicon admitiram, em depoimento, que eram os responsáveis por colocar as cordas antes do salto. Ambos, no entanto, não conseguiram detalhar a divisão de tarefas. Já Vitor Gonçalves afirmou que foi chamado para levantar a vítima. Em outro momento do depoimento, ele afirmou que a equipe não sabe explicar o sumiço da câmera que estava na mão da jovem. Mesmo com três pessoas carregando a jovem fisicamente até a borda da ponte para impulsioná-la, a corda sobrou inteira, enrolada no chão da estrutura. A polícia tenta entender como a falha passou despercebida. Jovem de 21 anos morre após ser lançada sem corda de plataforma de rope jump em Limeira Reprodução/Redes sociais Como o grupo que promoveu os saltos se organizava? O grupo cobrava R$ 180 por salto e já tinha outras datas anunciadas para os meses seguintes. A Polícia Civil confirmou que os organizadores não possuíam empresa formal e nenhuma autorização municipal, estadual ou federal para explorar comercialmente a área. As investigações tentam esclarecer todos os integrantes do grupo e a função de cada um. Jovem lançada sem corda em rope jump: empresa cobrava R$ 180 por salto e tinha outras cinco datas anunciadas Reprodução O grupo tentou fugir após o acidente? A Polícia Militar e testemunhas informaram que parte do grupo que promovia os saltos tentou fugir e trocou de roupa logo após a tragédia, e que só foi localizada com a ajuda do helicóptero Águia, que precisou realizar buscas na mata. No entanto, essa informação ainda é investigada pela Polícia Civil, que ainda colhe o depoimentos para esclarecer o que ocorreu. Morte de jovem em rope jump sem corda: três homens serão investigados por homicídio com dolo eventual Reprodução Onde está a câmera que a jovem usava no momento do salto? Testemunhas relataram à polícia que Maria Eduarda portava uma câmera acoplada ao corpo para gravar o salto — o registro em vídeo era comercializado pelo grupo organizador como um serviço opcional por R$ 110. No entanto, o equipamento sumiu. Uma testemunha afirmou em depoimento que viu um dos integrantes da equipe organizadora retirar a câmera do corpo da jovem quando ela já estava caída ao chão, após o impacto da queda de 40 metros. O destino do aparelho e das imagens capturadas segue desconhecido, e a polícia apura se houve tentativa de ocultação de provas. A delegada do caso, Andrea Danta Levy, afirmou que esteve no local com a perícia e que não encontrou o objeto. "A câmera pertencia à equipe, que não se pode chamar de empresa, e estava com a vítima. Provavelmente, durante a queda, ela pode ter escapado da mão da vítima, embora estivesse presa ao pulso”, contou a delegada. Ponte do Esqueleto Jefferson Barbosa/EPTV O que vai acontecer com a ponte? Após o acidente, o governo federal informou que cogita a "remoção" da ponte. As duas prefeituras apoiam a possibilidade de implodir a estrutura desativada. Ela é conhecida por receber atividades de esportes de aventura, como ciclismo e salto em queda livre e tem histórico de acidentes. Na manhã de quarta-feira (17), retroescavadeiras das prefeituras abriram valas profundas nas duas extremidades de acesso à ponte para impedir fisicamente a entrada de veículos e novos grupos. A medida é emergencial, até que o governo federal, responsável pela ponte, defina uma ação definitiva. Tragédia em Limeira Mulher morre após ser jogada de rope jump sem corda no interior de SP Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, caiu de uma altura de 40 metros e teve a morte constatada no local. Ela foi lançada sem corda por três instrutores de rope jump — assista acima. Segundo a Polícia Civil, o equipamento que deveria estar preso ao corpo da vítima para segurar a queda foi esquecido e ficou enrolado no chão da estrutura. Uma testemunha relatou que os instrutores não realizaram a checagem de segurança no momento do salto da jovem. O grupo responsável pela atividade não possuía empresa formal, segundo a polícia. Inicialmente, seis pessoas foram detidas, mas apenas os três instrutores seguem presos. No domingo (14), a Justiça converteu em preventiva a prisão em flagrante deles. A delegada responsável pelo caso afirmou que os homens se mostraram desnorteados e alegaram não se recordar de quem era a obrigação de colocar a corda, nem por que a fiscalização final não foi feita antes de empurrarem a vítima. Infográfico - Jovem de 21 anos morre após ser lançada sem corda de ponte de 40 metros em Limeira Arte/g1 VÍDEOS: Tudo sobre Piracicaba e região Veja mais notícias para a região na página do g1 Piracicaba.
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