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“Musaranhos”: o grupo de WhatsApp onde lobista, Lulinha e Bittar falavam de negócios

21 de Agosto de 2026, 16:04 1 visualizações
“Musaranhos”: o grupo de WhatsApp onde lobista, Lulinha e Bittar falavam de negócios

Investigados no inquérito da Polícia Federal (PF) por suspeitas de prática de tráfico de influência no governo Lula, Fábio Luis Lula da Silva, filho mais velho do petista, a empresária Roberta Luchsinger e Fernando Bittar, sócio e amigo de Lulinha, mantinham conversas sobre negócios em um grupo de WhatsApp batizado de “Musaranhos“.

Musaranho é um animal semelhante a um rato e virou o nome do grupo do trio em alusão a uma camiseta que Lulinha costuma usar com a imagem do mamífero. Lá, Roberta, Lulinha e Bittar demonstram intimidade, a ponto de se tratarem por apelidos. Fernando e Lulinha eram os “musos”, Roberta, a “musa”.

Captura de tela de um grupo de WhatsApp chamado Musaranhos, com mensagens de Roberta Luchsinger, Fernando Bittar e Fabio Silva - Lula. As mensagens incluem saudações, planos para o dia seguinte e menção a Gustavo Gaspar
INTIMIDADE – No grupo, Roberta era “musa”; Lulinha e Bittar, os “musos”Reprodução/Reprodução

Os três são citados em um dos inquéritos nos quais Lulinha é investigado por tráfico de influência . Para a PF, o trio integra uma sociedade oculta com atuação coordenada e permanente e cujo objetivo é estabelecer interlocução de interesses privados perante agentes e órgãos públicos.

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“O conjunto de elementos até aqui expostos permite concluir, em juízo perfunctório próprio desta fase procedimental, que Roberta, Fábio e Fernando mantinham estrutura informal de atuação voltada à captação, gestão e execução de demandas de interesse privado perante agentes públicos, com expectativa de obtenção de vantagens econômicas decorrentes dessas intervenções”, diz um dos trechos do relatório da polícia.

As suspeitas surgiram assim que a PF conseguiu acessar as informações contidas no celular de Roberta Luchsinger. A frequência dos diálogos e principalmente o conteúdo das conversas entre os “Musaranhos” chamaram a atenção dos investigadores.

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“A conclusão decorre não apenas da frequência dos contatos identificados, mas principalmente do conteúdo das conversas mantidas por seus integrantes, as quais evidenciam vínculo associativo estável, comunhão de interesses econômicos e atuação conjunta na condução de negócios”, escreveram os delegados em uma parte do inquérito.

Em um desses diálogos, Roberta se gaba de sua influência na política e diz ter recusado um convite do próprio presidente Lula para ocupar um cargo, por preferir se manter em sua sociedade com o filho do petista e Fernando Bittar. Ao ser supostamente questionada por Lula onde gostaria de trabalhar, a lobista alega ter respondido: “onde eu tô. Na minha sociedade com Fábio e Fernando”.

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