Museu na França tem coleção de luxo roubada por criminosos
Cerca de 20 joias da coleção do Museu Lalique, considerada um símbolo do luxo francês, foram roubadas na madrugada deste domingo (5/7), em Wingen-sur-Moder, no nordeste da França. As peças, criadas pelo mestre vidreiro, vitralista e joalheiro René Lalique (1860-1945) e por seus sucessores, podem valer até 4 milhões de euros, segundo uma fonte ligada à investigação.
O furto foi anunciado pela fabricante francesa de artigos de luxo Lalique, responsável pelo museu.O roubo ocorre meses após um assalto de grande repercussão ao Museu do Louvre, em Paris.
Em outubro do ano passado, criminosos levaram joias avaliadas em cerca de US$ 102 milhões em uma ação que durou menos de oito minutos, episódio que colocou a segurança dos museus franceses sob os holofotes.
De acordo com a agência AFP, o ladrão — ou grupo de criminosos — invadiu o Museu Lalique por volta das 5h30 (horário local) e foi diretamente à sala onde estavam expostas as joias. A ação indica que os invasores conheciam a disposição do acervo.
Até o momento, as autoridades francesas não divulgaram a identidade dos suspeitos nem informaram se algum dos objetos foi recuperado.
Museu ficará fechado
Após o roubo, o Museu Lalique informou, por meio de seu site oficial, que permanecerá fechado por alguns dias em razão do arrombamento.
“Após um arrombamento, o Museu Lalique permanecerá fechado por alguns dias. Agradecemos a compreensão”, informou a instituição.
Inaugurado em 2011, o museu fica próximo à fábrica da Lalique e preserva o legado de René Lalique, um dos maiores nomes da joalheria e das artes decorativas francesas. O acervo reúne mais de 650 obras, incluindo joias em estilo Art Nouveau, frascos de perfume, peças em vidro Art Déco e cristais contemporâneos, que retratam a evolução artística do criador e de seus sucessores.