Não é só Tarcisio x Haddad: quem são as três mulheres que querem governar São Paulo
Com a desistência de Kim Kataguiri (Missão) e Paulo Serra (PSDB, a disputa ao governo de São Paulo afunilou-se ainda mais nos dois principais concorrentes: o atual governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) e o ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad (PT). Os dois, que já se enfrentaram no segundo turno de 2022, hoje concentram quase 80% das intenções de voto, de acordo com o último levantamento do Real Time Big Data.
Entretanto, os dois não são as únicas opções. Três mulheres se apresentam como pré-candidatas: Vera Lúcia (PSTU), Izadora Dias (PCO) e Vivian Mendes (UP). Elas não foram testadas nas pesquisas mais recentes, que não precisam incluir os nomes de todos os pré-candidatos, apenas quando houver o registro oficial das candidaturas – o que deve acontecer até 15 de agosto deste ano. Como os partidos delas não têm representação na Câmara, os veículos de mídia também não são obrigados a convidá-las para os debates.
Veja quem são as três pré-candidatas e o que propõem até o momento:
Vera Lúcia (PSTU)
Nascida em Pernambuco, Vera Lúcia se formou em Ciências Sociais pela Universidade Federal de Sergipe, onde já tentou concorrer à Câmara em 2006, ao governo em 2010 e à prefeitura de Aracaju quatro vezes, sem sucesso. Ela era do PT até 1992, quando houve a dissidência que deu origem ao PSTU, que ela ajudou a fundar. Em 2018 e 2022 foi a candidata do partido à Presidência da República –no pleito mais recente, teve cerca de 26.000 votos e ficou em penúltimo lugar no primeiro turno, à frente somente de José Maria Eymael (DC).
Ao anunciar a candidatura de Vera em dezembro passado, o PSTU a apresentou como “uma alternativa da classe trabalhadora, socialista e revolucionária, diante da polarização entre o bolsonarismo e a frente ampla comandada pelo PT.”
Izadora Dias (PCO)
Com 31 anos, Izadora é natural de Barra Bonita, no interior paulista, na região de Bauru. Ela já foi candidata a vereadora da cidade em 2020 e a deputada federal em 2022, mas não foi eleita. Ela disse não acreditar que são as eleições que vão resolver o problema dos trabalhadores – em 2022, o STF bloqueou as contas do PCO nas redes sociais por oito meses depois de posts com acusações de que a Corte e o TSE poderiam fraudar as eleições. Também diz ser contra a privatização da Sabesp e da distribuição da energia elétrica, contra as polícias –ela defende um tipo de policiamento feito pelos próprios moradores de cada local– e contra o que chama de identitarismo: ela diz que questões ligadas à identidade de gênero, como a defesa de direitos da população trans, não são importantes para as mulheres trabalhadoras e afastam a população da luta feminina.
Vivian Mendes (UP)
Profissional de relações públicas, Vivian Mendes é paulistana, tem 44 anos e já tentou se eleger senadora por São Paulo nas eleições de 2022, sem sucesso. Antes, ela foi escolhida como o nome do UP (Unidade Popular) à prefeitura da capital em 2020, mas o partido acabou não lançando candidatura naquele ano. Ela chegou a ser detida ao se manifestar no plenário da Alesp contra a privatização da Sabesp em 2023. Além disso, ela militou em iniciativas em defesa da moradia e da reforma urbana e é fundadora do movimento feminista Olga Benário.