Navio dos EUA com 300 militares ficou 4 dias sem água potável e comida
Um navio militar dos Estados Unidos ficou quatro dias sem energia no Oceano Pacífico após uma falha nos geradores. A situação aconteceu no mês passado.
Durante o período sem energia, a tripulação de cerca de 300 militares ficou sem água potável, comida e banheiros.
“Não houve feridos entre os tripulantes, que demonstraram resiliência, coragem, profissionalismo e firmeza inabalável em sua resposta”, disse o porta-voz da frota, comandante Matthew Comer, segundo o USNI News.
O navio partiu da Baía de Subic, nas Filipninas, em 8 de agosto e agora está em Yokosuka, no Japão.
Polêmicas na Marinha
O destróier de mísseis guiados USS Benfold faz parte do Grupo de Ataque do Porta-Aviões USS George Washington, que vai substituir o USS Abraham Lincoln no Oriente Médio após denúncias de falta de estrutura para os militares.
O USS Abraham Lincoln está há mais de 250 dias em missão. Normalmente, a tripulação a bordo fica embarcada por cerca de seis meses (180 dias).
Após surgirem denúncias na mídia norte-americana de problemas de saúde mental entre membros da tripulação, formada por 5 mil homens, e até mesmo o risco de falta de alimentos, os Estados Unidos decidiram enviar o porta-aviões USS George Washington, que estava próximo da Malásia, para fazer a substituição do navio, segundo a CBS News.
A Marinha dos EUA disse que a substituição já era programada. “O período de serviço do Lincoln foi estendido porque a missão assim o exigia. Desdobramentos são difíceis. Operações de combate os tornam ainda mais difíceis. A guerra é um inferno e as rotinas normais são interrompidas”, disse o comunicado assinado pelo secretário interino da Marinha, Hung Cao.
Segundo ele, as denúncias não condizem com a realidade. “Infelizmente, a mídia está tentando pintar nossos guerreiros como vítimas. Isso não só é desonesto, como também desvia o foco do inimigo e da ameaça que ele representa para nossa nação, nosso povo e nosso modo de vida”, afirmou.
De acordo com a força, um pequeno número de casos de saúde mental foi tratado sem perda de vidas, os planos de refeições foram ajustados quando o reabastecimento de alimentos frescos não estava disponível, sem que nenhuma refeição fosse perdida e as chamadas para casa eram limitadas quando a ameaça operacional era muito alta.