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‘Nikolas Ferreira da esquerda’, Pedro Rousseff quer comandar guerra digital do PT

17 de Junho de 2026, 21:50 0 visualizações
‘Nikolas Ferreira da esquerda’, Pedro Rousseff quer comandar guerra digital do PT

Escolhido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para coordenar a estratégia digital do PT para as eleições de 2026, o vereador de Belo Horizonte Pedro Rousseff afirmou que o partido se prepara para uma disputa nas redes sociais e defendeu uma divisão de tarefas entre o presidente e seus aliados.

Em entrevista ao programa Ponto de Vista, de VEJA, apresentado por Laísa Dall’Agnol, o petista afirmou que caberá a Lula manter uma postura institucional, enquanto a militância e lideranças do campo governista terão papel mais combativo.

Sobrinho-neto da ex-presidente Dilma Rousseff, Pedro disse que foi encarregado de tornar a comunicação do governo mais simples e eficiente. Segundo ele, o PT vem promovendo uma transformação em sua estratégia desde a derrota para Jair Bolsonaro em 2018, abandonando a predominância das campanhas presenciais em favor de uma atuação mais intensa no ambiente digital.

Na entrevista, o vereador citou o lançamento do programa “Porta-Vozes do Presidente Lula”, apresentado em Brasília na última semana. De acordo com ele, a iniciativa busca fortalecer a presença do governo nas redes sociais e ampliar a capacidade de resposta a ataques e conteúdos falsos. “A gente precisa ter soldados do presidente Lula para poder defender ele em cada fake news”, afirmou.

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Ao ser questionado pelo editor de VEJA, José Benedito, sobre os limites dessa batalha digital, Pedro Rousseff fez uma distinção entre o papel desempenhado pelo presidente e a atuação dos aliados. Segundo ele, Lula deve permanecer concentrado em anunciar obras, programas sociais e políticas públicas, preservando uma imagem voltada à estabilidade e ao desenvolvimento.

Já os integrantes da base governista, afirmou, terão uma função diferente. “A gente precisa mostrar e arrebentar o Flávio Bolsnonaro para todo o país. O nosso papel é desgastar o Flávio até que ele vire pó”, declarou, ao defender uma postura mais agressiva contra nomes ligados ao bolsonarismo. Para Pedro Rousseff, deixar de fazer esse enfrentamento tornaria a campanha governista vulnerável.

“Se nós não temos essa figura para poder mostrar a verdade sobre os bolsonaristas para o Brasil inteiro, a nossa campanha também não vai para frente e vira um alvo muito fácil”, afirmou.

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Durante a conversa, Laísa Dall’Agnol observou que o vereador vem sendo tratado por alguns como uma espécie de “Nikolas Ferreira da esquerda”, em razão da forte presença nas redes sociais e do perfil combativo. Pedro explicou por que considera injusto o paralelo com o deputado federal do PL.

“O Nikolas nada mais faz do que bater”, afirmou. Segundo o vereador petista, o parlamentar mineiro se dedica à oposição e à disseminação de fake news, enquanto o grupo ligado ao presidente Lula estaria concentrado na defesa do governo e na divulgação de investimentos e obras realizadas pelo Executivo.

Apesar de rejeitar a comparação, Pedro reconheceu a importância de lideranças jovens e capazes de disputar espaço nas plataformas digitais. Para ele, a política mudou e a esquerda precisa ampliar sua influência nas redes para enfrentar a direita e evitar perder não apenas eleições, mas também a disputa pelas narrativas.

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“Se a gente não se transforma para isso, para ter influência pelas redes sociais, a gente vai perder a guerra. Não só política eleitoral, mas a narrativa que fica para a história”, disse.

VEJA+IA: Este texto resume um trecho do programa audiovisual Ponto de Vista (confira o vídeo acima). Conteúdo produzido com auxílio de inteligência artificial e supervisão humana.

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