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Nova pesquisa Datafolha acende alerta vermelho para Lula em SP

05 de Julho de 2026, 17:54 0 visualizações
Nova pesquisa Datafolha acende alerta vermelho para Lula em SP

A nova pesquisa Datafolha divulgada neste domingo, 5, reforçou um cenário que preocupa a estratégia eleitoral do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em São Paulo. O levantamento mostra o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) com vantagem suficiente para liquidar a disputa pelo Palácio dos Bandeirantes já no primeiro turno, uma preocupação da equipe de Lula, que busca manter um palanque competitivo em São Paulo de olho na acirrada disputa nacional contra Flávio Bolsonaro.

Segundo o Datafolha, Tarcísio aparece com 46% das intenções de voto, contra 30% de Fernando Haddad. Considerando apenas os votos válidos — critério utilizado pela Justiça Eleitoral para definir o resultado da eleição —, o governador alcança 52%, enquanto o ex-ministro da Fazenda registra 34%, percentual que garantiria a reeleição sem necessidade de nova votação. Em um eventual segundo turno, a vantagem permanece ampla: 53% a 37%.

Por que o resultado preocupa o Palácio do Planalto?

A possibilidade de uma definição da eleição paulista já na primeira votação contraria um dos cenários considerados mais favoráveis ao PT. Conforme mostrou reportagem de VEJA, auxiliares de Lula avaliam que uma campanha estadual prolongada manteria Haddad mobilizado, preservaria o debate político em São Paulo e garantiria ao presidente um palanque de peso durante toda a reta final da disputa presidencial contra Flávio Bolsonaro.

A preocupação decorre da importância eleitoral do estado, responsável por cerca de 22% do eleitorado brasileiro. Em eleições equilibradas, pequenas variações em São Paulo costumam produzir impacto direto no resultado nacional.

O que explica a importância de São Paulo?

A própria experiência recente ajuda a explicar a atenção dedicada por Lula ao estado. Em 2018, Jair Bolsonaro construiu em São Paulo uma vantagem superior a 8 milhões de votos sobre Haddad, diferença decisiva para sua vitória nacional. Quatro anos depois, diante de Lula, essa margem caiu para menos de 3 milhões de votos. A redução foi considerada um dos fatores que contribuíram para a vitória do petista na disputa presidencial, enquanto Haddad, mesmo derrotado por Tarcísio no governo paulista, ajudou a diminuir a vantagem bolsonarista no estado.

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Foi justamente por esse histórico que Lula concentrou esforços para montar um palanque competitivo em São Paulo. Além de convencer Haddad a disputar novamente o governo, articulou uma ampla composição envolvendo o vice-presidente Geraldo Alckmin, as ministras Simone Tebet e Marina Silva – pré-candidatas ao Senado –, além do ex-governador Márcio França, vice na chapa de Haddad, numa tentativa de ampliar o alcance da candidatura petista.

Lula x Flávio: os eleitores que devem decidir a disputa

 

 

O que muda se a disputa terminar no primeiro turno?

Um encerramento precoce da eleição paulista abriria espaço para dois movimentos distintos. O primeiro seria permitir que Tarcísio concentrasse sua atuação na campanha presidencial apoiada por seu grupo político. O segundo retiraria de Haddad a possibilidade de permanecer em campanha durante o segundo turno nacional, reduzindo a presença do PT no estado mais populoso do país.

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O próprio Haddad já reconheceu esse risco em entrevistas anteriores. “O risco é ter no segundo turno nacional uma eleição que já foi encerrada em São Paulo. Aí fica uma eleição perigosa”, afirmou na ocasião.

A vantagem de Tarcísio pode crescer?

O cenário ainda pode se tornar mais favorável ao governador. A desistência de pré-candidatos posicionados mais à direita, como Kim Kataguiri (Missão) e Paulo Serra (PSDB), tende a concentrar parte desse eleitorado na candidatura de Tarcísio, aumentando suas chances de confirmar a vitória ainda no primeiro turno.

O novo Datafolha, portanto, não apenas amplia a vantagem do governador sobre Haddad. Também recoloca no centro da disputa uma preocupação estratégica do PT: a possibilidade de chegar à fase decisiva da eleição presidencial sem uma campanha competitiva em andamento justamente no maior colégio eleitoral do país.

VEJA+IA: Este conteúdo de pesquisa foi produzido com auxílio de inteligência artificial e supervisão humana.

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