Novo filme dirigido por Sean Penn mostrará invasão do Capitólio por eleitores de Trump
Ainda sem nome confirmado ou data de estreia, um filme que se passa durante a invasão do Capitólio, ocorrida em 6 de janeiro de 2021 nos Estados Unidos, está sendo produzido em Hollywood. Na direção, está o oscarizado Sean Penn, recém-premiado como melhor ator coadjuvante no Oscar por seu papel em Uma Batalha Após a Outra, de Paul Thomas Anderson. Fontes anônimas informaram à revista Variety que a história será contada a partir do olhar de um policial que presenciou a invasão, mas que a amizade e o companheirismo serão os grandes temas do filme. Bradley Cooper é a principal aposta para viver o protagonista da história.
Produzido inicialmente pela Warner Bros., o lançamento do filme é incerto após a aquisição dos estúdios Warner pela Paramount, isso porque David Ellison, CEO da empresa, é abertamente um defensor do atual presidente americano Donald Trump, que incitou a invasão do Capitólio em 6 de janeiro de 2021. Sean Penn, muito pelo contrário, é um crítico à política de Trump.
O que aconteceu no Capitólio?
Em 6 de janeiro de 2021, manifestantes a favor do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, entraram em confronto com a polícia nas escadarias do Capitólio, em Washington, durante a sessão do Senado para certificar a vitória eleitoral do democrata Joe Biden. Na ocasião, a cerimônia teve de ser suspensa e o plenário foi evacuado. A prefeita de Washington, Muriel Bowser, decretou toque de recolher a partir das 18 horas no horário local.
Milhares de apoiadores do atual mandatário se reuniram na capital americana para protestar contra o resultado do pleito de novembro de 2020. Na época, o democrata Joe Biden tinha vencido as eleições, conquistando os 270 votos eleitorais necessários para assumir a presidência do país, e eleitores de Trump foram às ruas ecoar as alegações falsas de Trump de que o republicado havia sido fraudado.
Em 2022, o Congresso americano finalizou o relatório sobre a invasão ao Capitólio, acusando Donald Trump de uma “conspiração de várias etapas” para reverter os resultados da eleição presidencial de 2020 e corromper a democracia. Dividido em oito capítulos, o relatório de 845 páginas inclui descobertas, transcrições de entrevistas e recomendações de novas leis para evitar que a situação se repita. Dentre os pontos principais levantados pelo relatório, Trump e seu círculo íntimo fizeram “pelo menos 200 atos aparentes de divulgação, pressão ou condenação pública ou privada” contra autoridades eleitorais, entre o dia da eleição e o ataque de 6 de janeiro. Além disso, nomeou Kenneth Chesebro, um advogado trumpista pouco conhecido, como o arquiteto original de um plano para criar listas falsas de eleitores do então presidente.
Acompanhe notícias e dicas culturais nos blogs a seguir:
- Tela Plana para novidades da TV e do streaming
- O Som e a Fúria sobre artistas e lançamentos musicais
- Em Cartaz traz dicas de filmes no cinema e no streaming
- Livros para notícias sobre literatura e mercado editorial