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O desconforto do PT com a prisão de vereador do partido em São Paulo

27 de Junho de 2026, 17:53 0 visualizações
O desconforto do PT com a prisão de vereador do partido em São Paulo

A prisão do vereador Senival Moura, do PT da capital paulista, na Operação Última Parada, abriu uma crise política para o partido ligou o alerta das campanhas do ex-ministro da Fazenda, Fernando Haddad — postulante ao governo estadual –, e a do próprio presidente Lula. Ambos agora se veem diante de uma pergunta inevitável: até onde vão as conexões entre operadores petistas, transporte público e financiamento político?

Segundo o Ministério Público e a Polícia Civil, Senival é apontado como operador político de um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC) dentro da Transunião, empresa de ônibus da zona leste. A investigação afirma que a concessionária teria sido usada para movimentar recursos da facção e funcionava sob um núcleo paralelo de comando.

A pergunta que agora recai sobre o PT é objetiva: o partido sabia da proximidade de seus quadros com personagens investigados? Houve dinheiro do esquema irrigando campanhas? A estrutura política ligada ao transporte serviu como fonte de sustentação eleitoral em São Paulo?

Se a investigação avançar sobre fluxo de recursos, campanhas e vínculos partidários, o caso pode deixar de atingir apenas a disputa estadual e respingar também no projeto nacional do PT: Haddad é o principal nome do partido em São Paulo, maior colégio eleitoral e estado decisivo para as eleições. Lula, por sua vez, é o fiador político da legenda e da articulação nacional petista.

Senival ainda é investigado e as responsabilidades dependem do avanço das apurações. Mas o dano político já está posto.

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Entenda o caso

O vereador de São Paulo Senival Moura (PT) foi um dos presos na operação da última quinta-feira, 25, que mirou um esquema de lavagem de dinheiro para o PCC por meio de uma empresa de transporte coletivo urbano, a Transunião. O presidente da companhia, Lourival Monário, também foi detido.

A empresa, que presta serviços para a Prefeitura ao operar ônibus na zona leste da capital, é suspeita de repassar valores para a facção criminosa. A investigação, de acordo com o MP-SP, começou após o assassinato do então presidente da Transunião em 2020 e o subsequente salto no capital social da empresa, que foi de 100.000 reais para mais de 50 milhões, sem explicações sobre de onde veio o dinheiro.

A Transunião recebeu 300 milhões de reais da Prefeitura de São Paulo pela prestação de serviços no ano passado. Em nota, a gestão de Ricardo Nunes (MDB) disse que as linhas operadas pela Transunião seguem funcionando sem prejuízo à população e que aguarda a notificação oficial da Justiça para definir as providências necessárias.

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