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O diagnóstico do chefe do Ministério Público do Rio sobre a Alerj

19 de Junho de 2026, 14:45 0 visualizações
O diagnóstico do chefe do Ministério Público do Rio sobre a Alerj

Na representação que pediu buscas em endereços ligados ao deputado estadual Roosevelt Barreto Barcelos (PRD), o Val Ceasa, o procurador-geral de Justiça do Rio, Antonio José Campos Moreira, enviou recados duros à Assembleia Legislativa. O chefe do Ministério Público criticou a “inaceitável penetração do crime organizado nas altas esferas do poder público” e cravou que parlamentares têm agido para “facilitar, garantir e viabilizar a prática do tráfico de entorpecentes”.

O documento menciona, além das suspeitas que recaem sobre Val Ceasa, investigado por indícios de favorecimento do Terceiro Comando Puro (TCP), o caso do ex-deputado Thiego Raimundo dos Santos Silva, o TH Joias, preso em setembro de 2025 por conexões com o Comando Vermelho. Um terceiro deputado estadual, Thiago Rangel (Avante), está preso por suspeita de fraudes em contratos da Educação do estado e de conexões com o crime organizado

O procurador-geral afirma que facções se entranharam nas vísceras da Casa Legislativa e que a situação no Rio de Janeiro é “caótica”. Moreira segue: “É passada a hora de defenestrar o cinismo mavioso, que com todas as galas do despudor, faz-se passar por defesa dos interesses da carente população local (sempre abandonada pelos mesmos hipócritas), que alega, sem corar toda a cara de vergonha, que o faz para exercer atividade política voltada à sua base eleitoral, quando as luzes denunciantes da razão mostram, em toda sua clareza, que não passa de pérfido banditismo”.

O chefe do Ministério Público completa a crítica argumentando que não é possível “entregar o mandato aos vendilhões dos entorpecentes que viciam e matam crianças, adolescentes, adultos e idosos”. “Sejamos os defensores abnegados dos valores não apenas jurídicos, mas principalmente morais”, conclui.

A manifestação ocorre em um momento de crise na Alerj. Em menos de um ano, TH Joias, Rodrigo Bacellar, ex-presidente da Casa, e Thiago Rangel foram presos e agora Val Ceasa é investigado. VEJA apurou que o procurador-geral de Justiça tem outras investigações que podem atingir parlamentares na gaveta. Além disso, a Polícia Federal criou, por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF), uma força-tarefa que reúne 40 agentes para mapear a infiltração de facções e milícias no poder público fluminense.

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