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O fator decisivo para o sucesso de governos de direita na América do Sul, segundo estudo

07 de Julho de 2026, 15:55 9 visualizações
O fator decisivo para o sucesso de governos de direita na América do Sul, segundo estudo

Um estudo inédito divulgado nesta terça-feira, 7, pelo think tank brasileiro Ranking dos Políticos mostrou que, apesar de uma onda de vitórias da direita e da extrema direita na América do Sul, a chave para o sucesso do governo não está no sucesso nas urnas, mas em outro fator decisivo: a capacidade de construir maiorias legislativas. O que está em jogo, portanto, é o Congresso dos países.

O levantamento “Eleições nas Américas 2022-2026” analisou processos eleitorais de 24 países e apontou que o ciclo político recente é marcado por disputas sobre governabilidade. O resultado é ilustrado pela confirmação da eleição da direitista Keiko Fujimori, filha do ditador Alberto Fujimori, para a presidência do Peru por margem estreita. Ela, contudo, não conquistou maioria parlamentar e dependerá de alianças para tirar promessas de campanha do papel.

Segundo a pesquisa, Keiko poderá alcançar cerca de 75 dos 130 deputados e 43 dos 60 senadores a partir da coalizão formada no segundo turno, do qual o esquerdista Roberto Sánchez saiu derrotado. A fragmentação no Congresso exigirá que o governo eleito engate constantemente em negociações, um denominador comum a outros países da América do Sul.

+ Esquerdista derrotado recorre à corte interamericana contra eleição de Keiko Fujimori no Peru

“A eleição presidencial continua sendo importante, mas ela deixou de ser suficiente. Cada vez mais, quem define a capacidade de um governo realizar reformas é a composição do Parlamento e a habilidade de construir coalizões estáveis”, explicou Juan Carlos Arruda, diretor-geral do Ranking dos Políticos.

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Reflexo do movimento pendular sul-americano, candidaturas de direita e extrema direita triunfaram na Argentina, Paraguai, Peru, Chile, Bolívia, Colômbia e Equador. Ampliando para América Latina, o sucesso pode ser identificado também na Costa Rica e El Salvador. O estudo menciona exemplos em que a vitória nas urnas não foi suficiente para garantir estabilidade política. É o caso do Equador, onde Daniel Noboa enfrenta dificuldades em enfrentar a oposição no Parlamento.

O estudo também dedica um capítulo ao Brasil, salientando que o país possui um dos sistemas partidários mais fragmentados entre as democracias. Isso torna “praticamente impossível a governabilidade sem amplas alianças no Congresso Nacional”, afirmou o Ranking dos Políticos em comunicado. Arruda também advertiu que “a estabilidade institucional do Brasil dependerá menos do marketing ideológico e quase inteiramente da engenharia de coalizão”.

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