O quarteto fantástico que faz da Copa a maior de todos os tempos
A Copa do Mundo de 2026 está oferecendo ao torcedor um privilégio raro. Poucas gerações tiveram a oportunidade de assistir, em um mesmo Mundial, a quatro atacantes dessa grandeza. O quarteto fantástico formado por Lionel Messi, Kylian Mbappé, Erling Haaland e Harry Kane representa épocas, estilos e trajetórias distintas, mas compartilha uma característica reservada a poucos: a capacidade quase sobrenatural de colocar a bola na rede.
Cada um deles encarna uma versão particular de genialidade. O argentino Messi continua sendo o artista. O quase quarentão segue enxergando espaços invisíveis para os demais, transformando partidas comuns em espetáculos inesquecíveis (basta ver o que ele vez contra a Argélia e a Áustria) e acumulando gols como quem desafia a passagem do tempo.
Mbappé é explosão, força e técnica condensadas – um Pelé de calibre menor, digamos assim. O francês reúne qualidades que raramente aparecem juntas no mesmo jogador: aceleração devastadora, capacidade de finalização com os dois pés, drible em velocidade e uma impressionante frieza diante do gol.
Forte, rápido e dono de um faro de gol incomum até para os padrões dos grandes centroavantes, o norueguês Haaland parece estar sempre no lugar certo quando a bola sobra. Ele não precisa participar muito do jogo nem acumular toques para ser decisivo. É um finalizador de instintos primitivos, daqueles que enxergam o gol antes de todos os outros.
O inglês Harry Kane completa o quarteto com um estilo diferente dos demais. É o atacante que combina inteligência tática, visão de jogo e finalização refinada, funcionando ao mesmo tempo como artilheiro e organizador.
E o Brasil? Bem, o Brasil aplaude. Enquanto Messi, Mbappé, Haaland e Kane disputam a artilharia, os holofotes e os recordes, a seleção de Carlo Ancelotti segue apostando em algo menos glamouroso: o jogo coletivo. Não é necessariamente um problema para quem sonha com o hexa. Mas, em uma Copa dominada por personagens extraordinários, o país que revelou Pelé parece ter ficado sem representantes na prateleira dos gênios.