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O que disseram os candidatos nas eleições de 2026 durante o VEJA Fórum Rumos do Brasil

15 de Junho de 2026, 16:11 0 visualizações
O que disseram os candidatos nas eleições de 2026 durante o VEJA Fórum Rumos do Brasil

Na manhã desta segunda-feira, 15, seis dos principais pré-candidatos nas eleições de 2026 foram entrevistados durante o VEJA Fórum Rumos do Brasil, em São Paulo. Nas sabatinas, conduzidas por jornalistas de VEJA, os competidores apresentaram suas expectativas para a corrida eleitoral e as principais propostas que pretendem defender junto ao eleitorado.

Confira, a seguir, um resumo do que disse cada entrevistado no evento.

Flávio Bolsonaro (PL-RJ)

Principal nome da direita à Presidência da República, Flávio Bolsonaro esquivou-se de acusações sobre suas transações com o banqueiro Daniel Vorcaro, do Master, classificando o envolvimento como “uma relação privada de investimento, única e exclusivamente por conta do filme Dark Horse“.

Questionado sobre a ameaça de um novo tarifaço pelos EUA, que foi anunciada dias após sua visita à Casa Branca, Flávio negou ter articulado sanções contra o Brasil e afirmou que pediu expressamente ao presidente Donald Trump que não taxasse as importações nacionais. Segundo o senador, a taxação seria provocada pelo próprio presidente Lula para fortalecer seu discurso contra o bolsonarismo.

Entre as medidas políticas e econômicas de seu plano de governo, o filho “Zero Um” de Jair Bolsonaro defendeu um “tesouraço” nos gastos públicos, incluindo a extinção de ministérios, a privatização de estatais deficitárias, a redução da carga tributária para fomentar o setor privado e o fim da reeleição para combater projetos eleitoreiros de poder.

Ronaldo Caiado (PSD)

O ex-governador de Goiás, também pré-candidato à Presidência, focou boa parte de sua entrevista em ataques ao PT. Para Ronaldo Caiado, o partido é responsável pelo avanço das facções criminosas pelo país e pelas ocupações de propriedades rurais em ações coordenadas pelo MST.

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Caiado criticou a “polarização” como um entrave ao progresso do país, afirmando que pautas prioritárias como educação, saúde e economia são rebaixadas em prol de debates ideológicos sobre golpe de Estado. O ex-gestor ainda promoveu os bons indicadores socioeconômicos atingidos por Goiás sob sua gestão, destacando também a criação de um centro de excelência em inteligência artificial e de uma autoridade dedicada à gestão de minerais críticos.

Romeu Zema (Novo)

Outro presidenciável em 2026, o ex-governador de Minas Gerais dedicou boa parte da fala a criticar a política de segurança pública do governo federal. Caso seja eleito, disse Romeu Zema, ele seguirá os Estados Unidos na classificação de facções criminosas como terroristas e usará como inspiração o modelo de combate à criminalidade implementado em El Salvador.

Perguntado sobre a relação com Flávio Bolsonaro e outros nomes de oposição, Zema declarou que a direita estará unida contra Lula no segundo turno e disse não ver contradição após suas críticas ao senador, disparadas após a revelação do caso Dark Horse. “Não posso deixar de ficar indignado, como já expressei”, afirmou.

Tarcísio de Freitas (Republicanos)

Pré-candidato à reeleição, o governador de São Paulo usou sua participação para defender a gestão econômica do estado — compromisso que, segundo o próprio, foi a motivação para que desistisse de disputar a eleição presidencial em 2026.

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Na entrevista, Tarcísio de Freitas exaltou o novo marco paulista das agências reguladoras que permitiu, entre outras ações, a privatização da Sabesp, a terceirização de serviços administrativos nas escolas públicas e a melhoria do tratamento de esgoto no estado. “Ideologia e aritmética são valores que não se misturam”, declarou o governador.

Fernando Haddad (PT)

Rival de Tarcísio na eleição paulista, o ex-ministro da Fazenda de Lula rebateu críticas do adversário sobre política econômica e fiscal no governo Lula. Um exemplo citado foi a infame “taxa das blusinhas” criada pela União — segundo Fernando Haddad, o tributo era uma demanda dos próprios governadores que hoje usam a carga tributária para atacar o Planalto.

Ao longo da entrevista, Haddad cobrou “seriedade” no debate público, refutou Tarcísio sobre “perda de oportunidades” pelo governo brasileiro e apresentou uma série de resultados econômicos da gestão Lula. “A inflação acumulada em quatro anos é a menor da história do Brasil, temos o menor desemprego da série história e o melhor crescimento do PIB em quatro anos desde 2010”, declarou.

Sergio Moro (PL)

O senador e ex-juiz da Lava Jato, atual líder nas pesquisas ao governo do Paraná, usou sua fala para defender a cooperação entre Brasil e Estados Unidos no combate às facções criminosas e descartou preocupações sobre a soberania nacional. “O governo Lula passa a mão na cabeça de bandidos”, declarou Sergio Moro.

Na mesma linha, Moro queixou-se da infiltração do crime organizado em setores lícitos da economia, como combustíveis, cigarros e bancos. Ele pontuou, ainda, que o próprio Congresso Nacional pode ser alvo do alastramento das facções que, “promovendo candidatos”, podem se embrenhar ainda mais no poder público.

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