O que diz a nova pesquisa Real Time Big Data sobre rejeição a Tarcisio e a Haddad em SP
A nova pesquisa Real Time Big Data para o governo de São Paulo mostrou um cenário de pouca mudança na corrida estadual. O governador Tarcísio de Freitas aparece com 46% das intenções de voto, enquanto o ex-ministro da Fazenda, Fernando Haddad, registra 33%. Na sequência surgem Kim Kataguiri, com 8%, e Paulo Serra, com 6% (este texto é um resumo do vídeo acima).
Os números repetem uma tendência observada nos levantamentos anteriores. Em relação à pesquisa de março, Tarcísio oscilou um ponto para baixo e Haddad avançou dois pontos. As variações, porém, permanecem dentro da margem de erro. O levantamento também mediu a rejeição dos principais nomes da disputa. Haddad lidera o indicador, com 36%, seguido por Tarcísio, com 30%. Kim aparece com 25%, enquanto Paulo Serra registra 18%.
O que os números revelam sobre os candidatos?
Durante o programa Ponto de Vista, o repórter Bruno Caniato avaliou que a pesquisa não trouxe grandes surpresas, mas confirmou a consolidação do cenário que vem sendo desenhado desde o início da pré-campanha. Segundo ele, o dado mais relevante neste momento não está necessariamente nas intenções de voto, mas na diferença de estratégia adotada pelos dois principais concorrentes.
Para Caniato, os discursos apresentados recentemente pelos dois pré-candidatos deixam claro que cada um pretende seguir caminhos distintos até a eleição. Tarcísio tem procurado concentrar sua comunicação em temas ligados à administração estadual. Segundo o repórter, o governador destaca resultados fiscais, privatizações, marcos regulatórios e projetos de infraestrutura, evitando transformar a disputa em um embate ideológico.
“O Tarcísio está batendo muito por esse lado econômico e tenta mostrar São Paulo como um estado de desenvolvimento econômico e equilíbrio fiscal”, afirmou. Já Haddad tem adotado uma postura mais combativa. O ministro tem centrado sua atuação em temas nacionais e buscado confrontar diretamente o governador em assuntos como tributação, economia e relações entre os governos estadual e federal. “Fernando Haddad foi para cima. Falou sobre o tarifaço dos Estados Unidos e rebateu diversas declarações de Tarcísio”, destacou Caniato.
Quais são as vantagens de Tarcísio neste momento?
Na avaliação do cientista político Rubens Figueiredo, o governador chega à reta decisiva da pré-campanha com vantagens importantes decorrentes do exercício do cargo. “Tarcísio tem uma avaliação e uma aprovação bastante consistentes”, afirmou.
A aprovação do governador supera a do presidente Lula entre os eleitores paulistas e se encontra em um patamar historicamente favorável para quem busca a reeleição. Figueiredo observou ainda que ocupantes de cargos executivos costumam registrar melhora de desempenho eleitoral no último ano de mandato, período em que obras são entregues e programas de governo ganham maior visibilidade.
A campanha tende a mudar de rumo?
Para o cientista político, o cenário atual ainda reflete uma fase previsível da disputa. De um lado, Tarcísio busca capitalizar os resultados de sua gestão. Do outro, Haddad tenta convencer o eleitorado de que o estado poderia apresentar desempenho melhor em áreas como economia e gestão pública.
“Eles estão fazendo campanhas previsíveis. O governador fala daquilo que está fazendo, e o Haddad, que é oposição, aponta problemas e questiona os resultados apresentados”, resumiu.
A pesquisa indica que, por enquanto, essa dinâmica ainda não produziu alterações significativas no quadro eleitoral paulista. Com meses pela frente até a votação, o desafio dos dois principais candidatos será transformar suas estratégias de comunicação em ganhos efetivos junto ao eleitorado.
VEJA+IA: Este texto resume um trecho do programa audiovisual Ponto de Vista (confira o vídeo acima). Conteúdo produzido com auxílio de inteligência artificial e supervisão humana.