O que o Brasil mais vende e compra dos Estados Unidos
Os Estados Unidos são o segundo maior destino das exportações brasileiras, atrás apenas da China, mas a relação comercial entre os dois países vai além das commodities agrícolas. Em junho, petróleo, aeronaves, aço, combustíveis e celulose lideraram as vendas do Brasil ao mercado americano.
As exportações brasileiras para os Estados Unidos somaram 3,472 bilhões de dólares no mês, alta de 3,7% em relação a junho de 2025. As importações ficaram praticamente no mesmo patamar, em 3,471 bilhões de dólares, deixando superávit simbólico de 1 milhão de dólares para o Brasil.
No acumulado do primeiro semestre, porém, a balança ficou negativa para o país. De janeiro a junho, o Brasil exportou 17,4 bilhões de dólares aos Estados Unidos e importou 19 bilhões de dólares, acumulando déficit de 1,5 bilhão de dólares.
O principal item vendido pelo Brasil aos Estados Unidos em junho foi petróleo bruto. As exportações do produto somaram 486,2 milhões de dólares, alta de 89,1% em relação ao mesmo mês do ano passado. O item respondeu sozinho por 14% de tudo o que o país embarcou ao mercado americano.
Na sequência aparecem aeronaves e equipamentos, incluindo peças, com 389,4 milhões de dólares em vendas. O valor cresceu 61% em um ano e representou 11,2% das exportações brasileiras para os Estados Unidos.
Os produtos semimanufaturados de ferro ou aço ficaram na terceira posição, com 297,2 milhões de dólares, queda de 29,9% na comparação anual. Em seguida vieram os óleos combustíveis, com 229,2 milhões de dólares. Esse foi o maior avanço entre os principais itens da pauta: alta de 299,4% em relação a junho de 2025.
A celulose completou a lista dos cinco produtos mais vendidos, com 143,8 milhões de dólares, recuo de 9% em um ano. Juntos, os cinco grupos movimentaram 1,55 bilhão de dólares e responderam por 44,5% das exportações brasileiras aos Estados Unidos no mês.
Do lado das compras, os Estados Unidos fornecem ao Brasil principalmente produtos usados pela indústria, pelo setor de energia e por cadeias produtivas de maior valor agregado. As importações vindas do país somaram 3,471 bilhões de dólares em junho, queda de 12,3% na comparação anual.
Entre os itens tradicionalmente mais relevantes da pauta estão combustíveis, insumos químicos, produtos farmacêuticos, máquinas, equipamentos e componentes aeronáuticos. Essa composição ajuda a explicar por que, mesmo com queda nas compras, o Brasil ainda terminou o semestre importando mais dos Estados Unidos do que exportando para o país.
A relação bilateral contrasta com o desempenho geral da balança comercial brasileira. No primeiro semestre, as exportações totais do Brasil cresceram 11,5%, para 184,8 bilhões de dólares, enquanto as importações avançaram 5,1%, para 142,4 bilhões. O superávit comercial do país chegou a 42,4 bilhões de dólares.