O que se sabe até agora sobre o caso do sargento da PM que levou esposa já morta ao hospital
Um sargento da Polícia Militar de Minas Gerais foi preso em flagrante suspeito de ter assassinado a sua esposa, a capitã, também da PM-MG, Michele Leão Azevedo, de 41 anos. Eduardo Abner Pereira de Oliveira levou o corpo dela marcado por várias lesões e já sem sinais vitais ao pronto-socorro do Hospital Metropolitano Odilon Behrens, que fica na zona norte de Belo Horizonte.
O caso aconteceu na segunda-feira, 20. Oliveira chegou ao hospital com a mulher desacordada e com várias marcas de agressão. A equipe médica desconfiou quando viu que ela já estava morta e acionou a Polícia Militar. Quando foi abordado pelos pares, o sargento pediu para ir ao banheiro. Os agentes perceberam que ele descartou algo estranho e encontraram 18 comprimidos de ectasy no lixo.
Depois que a droga foi encontrada, Oliveira deu sua versão dos fatos. Ele disse que os dois deram uma festa em casa no final de semana e receberam vários amigos. O casal teria feito consumo de bebidas alcoólicas e de drogas e, segundo Oliveira, Michele caiu da escada e teve várias lesões. No domingo, ela teria se recusado a ir para um hospital e, como amanheceu sem sinais vitais na segunda, ele a levou para o pronto socorro.
Imagens de câmera de segurança que circulam nas redes sociais mostram o sargento levando o corpo da esposa sobre os ombros nos corredores do prédio onde eles moravam. Vizinhos e parentes de Michele deram entrevistas a emissoras de televisão locais afirmando que eles viviam um relacionamento conturbado e com muitas brigas.
Oliveira foi autuado pelo crime de feminicídio consumado, cuja pena pode ir a até 40 anos de prisão, uma das mais duras do Código Penal brasileiro. Durante coletiva de imprensa concedida na terça-feira, 21, a Polícia Civil de Minas Gerais disse que tanto o apartamento do casal quanto o veículo deles foi periciado. Um dos elementos que motivou a decretação da prisão preventiva do sargento foi o fato de que Michele tinha uma lesão bastante contundente no rosto, uma possível evidência de que ela foi vítima de agressões físicas.