Oceanos registram recorde de temperatura para junho
Os oceanos registraram recorde de temperatura para junho, segundo o observatório europeu Copernicus. Os culpados seriam o fenômeno natural El Niño e as mudanças climáticas. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira (1°/7).
“As condições atuais podem indicar o início de uma nova fase, levando, mais uma vez, a um território desconhecido. Com as temperaturas oceânicas nesses níveis e o El Niño no horizonte, é provável que vejamos mais recordes de temperatura serem quebrados nos próximos meses”, disse Carlo Buontempo, diretor do Serviço de Mudanças Climáticas do Copernicus.
De acordo com a análise, em 21 de junho, os mares registraram as maiores marcas já observadas para a mesma data, chegando a 21°C e superando os recordes anteriores de 2023 e 2024 em 0,1 °C.
Os pesquisadores ainda não sabem se os números indicam uma tendência para os próximos meses. Mas, segundo o observatório, nos últimos três anos, o oceano global fora das regiões polares esteve entre 0,35°C e 0,73°C mais quente do que a média de longo prazo.
O Copernicus alerta que um oceano mais quente tem impactos de grande alcance. “Temperaturas oceânicas mais elevadas mantêm a atmosfera aquecida por mais tempo, fornecem energia extra para tempestades e aumentam a evaporação, elevando assim o potencial para precipitação extrema e inundações. O aquecimento oceânico também contribui para a elevação do nível do mar e o derretimento do gelo, além de sobrecarregar os ecossistemas marinhos”, afirma.