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Onda de calor leva Nova York a 40°C e coloca 163 milhões de americanos sob alerta

02 de Julho de 2026, 22:28 0 visualizações

Uma intensa onda de calor elevou as temperaturas no leste dos Estados Unidos nesta quinta-feira (2), levando cerca de 163 milhões de pessoas a viverem sob alertas de calor extremo. O fenômeno atingiu desde o Meio-Oeste até a costa atlântica, provocando recordes de temperatura, interrupções no transporte ferroviário e preocupações com o abastecimento de energia às vésperas do feriado da Independência americana.

Em Nova York, os termômetros marcaram 38°C no Central Park, igualando o recorde histórico para 2 de julho registrado em 1966. Foi também a primeira vez desde 2012 que a principal estação meteorológica da cidade alcançou essa marca.

Outras grandes cidades, como Washington, Filadélfia, Boston, Pittsburgh e Atlanta, também registraram temperaturas próximas ou superiores aos 38°C.

Sensação térmica supera os 40°C

Mais do que a temperatura, autoridades chamam atenção para a sensação térmica provocada pela combinação entre calor e elevada umidade.

Em diversos pontos da costa leste, o índice de calor ultrapassou 43°C, nível considerado perigoso para atividades ao ar livre.

Em algumas regiões do Brooklyn, por exemplo, a sensação térmica chegou a aproximadamente 43°C.

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Nessas condições, aumenta significativamente o risco de desidratação, exaustão pelo calor e insolação, especialmente entre idosos, crianças e trabalhadores expostos ao sol.

Outro agravante é que as temperaturas noturnas permanecem acima de 27°C em várias cidades, reduzindo o tempo de recuperação do organismo.

O que é a “cúpula de calor”

Segundo o Serviço Nacional de Meteorologia dos Estados Unidos, o episódio é provocado por uma extensa área de alta pressão atmosférica conhecida como cúpula de calor.

Esse sistema funciona como uma tampa sobre a atmosfera, impedindo a circulação do ar e aprisionando o calor próximo à superfície. À medida que o ar fica comprimido, as temperaturas aumentam continuamente durante vários dias.

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Nos últimos anos, esse tipo de evento tornou-se mais frequente e intenso na América do Norte, tendência que cientistas associam ao aquecimento do planeta.

Transporte e energia sofrem impactos

O calor também começou a afetar a infraestrutura.

Trechos da malha ferroviária da costa nordeste registraram atrasos devido à dilatação dos trilhos e às limitações operacionais impostas pelas altas temperaturas. Em Nova Jersey, parte dos serviços da NJ Transit chegou a ser suspensa temporariamente.

Ao mesmo tempo, o uso intenso de aparelhos de ar-condicionado elevou a demanda por eletricidade, aumentando a pressão sobre os sistemas de transmissão em diversos estados.

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Para evitar sobrecarga, cidades ampliaram o funcionamento de centros climatizados em bibliotecas, ginásios, centros comunitários e prédios públicos.

Cidades mais quentes que seus arredores

Especialistas também destacam o efeito das chamadas “ilhas de calor urbanas”.

Bairros com grande concentração de concreto e asfalto e pouca cobertura vegetal podem registrar temperaturas até 11°C superiores às de áreas mais arborizadas, agravando os impactos sobre populações vulneráveis.

Esse fenômeno tornou-se um dos principais desafios das grandes cidades americanas, que vêm ampliando programas de arborização, telhados refletivos e espaços públicos climatizados.

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Aquecimento torna extremos mais frequentes

Embora nenhum episódio isolado possa ser atribuído exclusivamente às mudanças climáticas, pesquisadores afirmam que o aquecimento global tornou as ondas de calor mais frequentes, mais duradouras e mais intensas.

Segundo a Organização Meteorológica Mundial e o Serviço Copernicus para Mudanças Climáticas, os últimos onze anos foram os mais quentes desde o início dos registros instrumentais.

Nos Estados Unidos, o aumento da temperatura média tem ampliado a ocorrência de eventos extremos justamente durante o verão, elevando os riscos para a saúde, a infraestrutura urbana e o sistema elétrico.

A previsão é que a cúpula de calor comece a perder força apenas no domingo, embora partes da região de Washington, Virgínia e das Carolinas devam continuar sob calor intenso nos próximos dias.

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